Busca interna do iBahia
HOME > CINEINSITE

SE LIGA NA DICA!

No TOP 10: O novo filme de ação da Netflix que vai explodir sua mente

Com reviravoltas ácidas e uma trama que desafia quem são os verdadeiros vilões, esta produção eletrizante está dominando a Netflix

Beatriz Santos
Por
Novo filme de ação da Netflix possui trama envolvente e brutal
Novo filme de ação da Netflix possui trama envolvente e brutal -

Diferente de tudo o que você já viu no gênero, o novo filme de ação da Netflix rapidamente escalou o ranking de audiência e já ocupa a terceira posição no TOP 10 da plataforma.

Atraindo o público por sua ação intensa e visceral, Sicário: Dia do Soldado reúne Josh Brolin, Benicio del Toro e Isabela Moner sob a direção de Stefano Sollima, entregando uma experiência que foge dos clichês tradicionais.

Tudo sobre Cineinsite em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Leia Também:

SE LIGA NA DICA!

6 filmes de suspense na Netflix com finais de cair o queixo
6 filmes de suspense na Netflix com finais de cair o queixo imagem

SE LIGA NA DICA!

Só 5 episódios: a série da Netflix ideal para maratonar em uma tarde
Só 5 episódios: a série da Netflix ideal para maratonar em uma tarde imagem

PARA DAR PLAY

Série famosa de hospital lidera top 10 após chegar na Netflix
Série famosa de hospital lidera top 10 após chegar na Netflix imagem

A narrativa, que se consolidou como uma das grandes surpresas do gênero, retoma a parceria entre o oficial da CIA Matt Graver (Josh Brolin) e seu sicário de confiança, Alejandro Gillick (Benicio Del Toro). Desta vez, a missão é sequestrar Isabel Reyes (Isabela Merced), a filha caçula de um barão das drogas mexicano, para forjar um falso conflito.

Os famosos cartéis agora são considerados células terroristas pelo alto escalão do governo americano e o objetivo estratégico é fazer eclodir uma guerra entre os grupos rivais.

O sequestro como gatilho e a conspiração política

O conflito central surge da tentativa de Graver de fabricar essa guerra sem deixar assinatura oficial. Para que a manobra funcione, ele precisa produzir efeito no México sem abrir prova nos Estados Unidos, enquanto o mesmo governo que autoriza a ação se prepara para negar qualquer rastro.

Graver escolhe a filha de um chefão como alvo porque precisa de um gatilho que obrigue o cartel a reagir com paranoia, abrindo espaço para rivais atacarem e para informantes venderem lealdade a quem pagar mais.

A consequência é que Isabel vira, ao mesmo tempo, moeda e evidência viva, reduzindo a margem de negação a cada quilômetro. O roteiro de Taylor Sheridan se esforça em ambientar o comportamento dos personagens dentro do jogo geopolítico norte-americano, trazendo à tona esferas polêmicas como as rotas de contrabando e a imigração na fronteira.

Uma perspectiva original e visceral

Se há um gênero narrativo que já deu o que tinha que dar, este gênero é o de guerra. Desde os primórdios do cinema até os dias atuais, tais temas foram transcritos de uma bruta realidade para a romantização cênica de diversos modos, e não é nenhuma surpresa que, em grande parte deles, haja o saturado maniqueísmo entre o terrorista e o homem branco, aquele que preza pelo caos e o que preza pela salvação e segurança de seu povo.

Entretanto, obras-primas como ‘Guerra ao Terror’ e ‘Sniper Americano’ encontraram um espaço diferenciado para se sobreporem com suas perspectivas originais, e até mesmo ‘Argo’ provou ser capaz de expandir uma visão padronizada do mundo.

Em 2015, Denis Villeneuve chegava para seu público com ‘Sicário: Terra de Ninguém’, prezando pela visceralidade dos combates fronteiriços. A sequência, agora sob o comando de Sollima, emerge como uma obra que compensa elementos convencionais com um brilhante elenco que exala uma química pura.

A compreensão deste longa-metragem não se resume a apenas à primeira meia hora ou ao seu resumo, mas sim às delineações e às entrelinhas que ganham força a partir da metade, com viradas surpreendentes e extremamente brutais.

A narrativa é perscrutada pela trilha da compositora islandesa Hildur Guðnadóttir, que emula a tensa e angustiante atmosfera da iteração predecessora. A batida ritmada dos bumbos e dos tambores atua em contraste com sons quase animalescos, colocando o público em um eterno ciclo vicioso.

Além de Brolin e Del Toro, a trama ganha força com dois rostos jovens: Isabel e o adolescente Miguel (Elijah Rodriguez), cujos arcos tomam rumos inesperados em tours-de-force compulsórios.

‘Sicário: Dia do Soldado’ definitivamente é uma obra incompreendida. O filme nos coloca em posição reflexiva, levando-nos a imaginar quem realmente são os mocinhos e os vilões da história.

Enxergar nas entrelinhas é justamente o que o torna mais profundo do que aparenta ser, e dizer que a narrativa se perde pela falta de ambição não apenas é um triste equívoco, mas uma ofensa ao que ele realmente representa.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

filmes Netflix

Relacionadas

Mais lidas