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No TOP 10: O novo filme de ação da Netflix que vai explodir sua mente
Com reviravoltas ácidas e uma trama que desafia quem são os verdadeiros vilões, esta produção eletrizante está dominando a Netflix

Por Beatriz Santos

Diferente de tudo o que você já viu no gênero, o novo filme de ação da Netflix rapidamente escalou o ranking de audiência e já ocupa a terceira posição no TOP 10 da plataforma.
Atraindo o público por sua ação intensa e visceral, Sicário: Dia do Soldado reúne Josh Brolin, Benicio del Toro e Isabela Moner sob a direção de Stefano Sollima, entregando uma experiência que foge dos clichês tradicionais.
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A narrativa, que se consolidou como uma das grandes surpresas do gênero, retoma a parceria entre o oficial da CIA Matt Graver (Josh Brolin) e seu sicário de confiança, Alejandro Gillick (Benicio Del Toro). Desta vez, a missão é sequestrar Isabel Reyes (Isabela Merced), a filha caçula de um barão das drogas mexicano, para forjar um falso conflito.
Os famosos cartéis agora são considerados células terroristas pelo alto escalão do governo americano e o objetivo estratégico é fazer eclodir uma guerra entre os grupos rivais.
O sequestro como gatilho e a conspiração política
O conflito central surge da tentativa de Graver de fabricar essa guerra sem deixar assinatura oficial. Para que a manobra funcione, ele precisa produzir efeito no México sem abrir prova nos Estados Unidos, enquanto o mesmo governo que autoriza a ação se prepara para negar qualquer rastro.
Graver escolhe a filha de um chefão como alvo porque precisa de um gatilho que obrigue o cartel a reagir com paranoia, abrindo espaço para rivais atacarem e para informantes venderem lealdade a quem pagar mais.
A consequência é que Isabel vira, ao mesmo tempo, moeda e evidência viva, reduzindo a margem de negação a cada quilômetro. O roteiro de Taylor Sheridan se esforça em ambientar o comportamento dos personagens dentro do jogo geopolítico norte-americano, trazendo à tona esferas polêmicas como as rotas de contrabando e a imigração na fronteira.
Uma perspectiva original e visceral
Se há um gênero narrativo que já deu o que tinha que dar, este gênero é o de guerra. Desde os primórdios do cinema até os dias atuais, tais temas foram transcritos de uma bruta realidade para a romantização cênica de diversos modos, e não é nenhuma surpresa que, em grande parte deles, haja o saturado maniqueísmo entre o terrorista e o homem branco, aquele que preza pelo caos e o que preza pela salvação e segurança de seu povo.
Entretanto, obras-primas como ‘Guerra ao Terror’ e ‘Sniper Americano’ encontraram um espaço diferenciado para se sobreporem com suas perspectivas originais, e até mesmo ‘Argo’ provou ser capaz de expandir uma visão padronizada do mundo.
Em 2015, Denis Villeneuve chegava para seu público com ‘Sicário: Terra de Ninguém’, prezando pela visceralidade dos combates fronteiriços. A sequência, agora sob o comando de Sollima, emerge como uma obra que compensa elementos convencionais com um brilhante elenco que exala uma química pura.
A compreensão deste longa-metragem não se resume a apenas à primeira meia hora ou ao seu resumo, mas sim às delineações e às entrelinhas que ganham força a partir da metade, com viradas surpreendentes e extremamente brutais.
A narrativa é perscrutada pela trilha da compositora islandesa Hildur Guðnadóttir, que emula a tensa e angustiante atmosfera da iteração predecessora. A batida ritmada dos bumbos e dos tambores atua em contraste com sons quase animalescos, colocando o público em um eterno ciclo vicioso.
Além de Brolin e Del Toro, a trama ganha força com dois rostos jovens: Isabel e o adolescente Miguel (Elijah Rodriguez), cujos arcos tomam rumos inesperados em tours-de-force compulsórios.
‘Sicário: Dia do Soldado’ definitivamente é uma obra incompreendida. O filme nos coloca em posição reflexiva, levando-nos a imaginar quem realmente são os mocinhos e os vilões da história.
Enxergar nas entrelinhas é justamente o que o torna mais profundo do que aparenta ser, e dizer que a narrativa se perde pela falta de ambição não apenas é um triste equívoco, mas uma ofensa ao que ele realmente representa.
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