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Paramount processa Warner e tenta barrar venda bilionária para Netflix
Além da via judicial, a Paramount enviou uma carta aos acionistas da Warner

Por Isabela Cardoso

A Paramount Skydance processou a Warner Bros. Discovery para contestar a venda da companhia para a Netflix. O processo, aberto em Delaware nesta segunda-feira, 12, exige transparência sobre o acordo e tenta forçar uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões diretamente aos acionistas.
Além da via judicial, a Paramount enviou uma carta aos acionistas da Warner reafirmando a oferta de US$ 30 por ação. O CEO David Ellison acusou a diretoria da Warner de omitir detalhes cruciais sobre o negócio com a Netflix, como a avaliação da dívida e o real valor da transação.
Para tentar vencer a disputa, a Paramount conta com uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões de Larry Ellison, fundador da Oracle, elevando o valor total da proposta para US$ 108,4 bilhões.
Por que a Warner preferiu a Netflix?
Apesar da Paramount oferecer cifras elevadas e contar com uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões de Larry Ellison (presidente da Oracle), a Warner justifica a recusa com base na saúde financeira pós-fusão:
Segundo o Conselho da Warner, aceitar a Paramount elevaria a dívida da nova empresa para US$ 87 bilhões (R$ 467,9 bilhões).
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O presidente do Conselho, Samuel A. Di Piazza Jr., afirmou que o acordo com a Netflix oferece mais valor e menos riscos de conclusão do que a proposta da Paramount, que depende de alto volume de financiamento por terceiros.
O que a Netflix ganha com o negócio?
O acordo bilionário, estimado entre US$ 72 bilhões e US$ 83 bilhões, coloca nas mãos da Netflix um dos maiores catálogos de entretenimento do mundo. A transação inclui:
- Controle sobre marcas como Harry Potter e Senhor dos Anéis.
- Acesso aos estúdios físicos de cinema e TV da Warner.
- A absorção da HBO Max e seus quase 130 milhões de clientes.
Desafios regulatórios
A fusão Netflix-Warner não deve ser simples. Especialistas apontam que o negócio enfrentará duras barreiras antitruste tanto nos EUA quanto na Europa, devido à concentração de mercado e ao fato de a Netflix passar a ser proprietária de sua maior concorrente direta no streaming.
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