PRODUÇÃO VICIANTE!
Só 8 episódios: série esquecida da Netflix ideal para quarta (22/07)
Baseada em uma história real, a produção entrega uma investigação cheia de tensão


A quarta-feira marca o meio da semana e, depois de dias corridos, nada melhor do que desacelerar com uma boa maratona.
Para quem procura uma história intensa para assistir à noite, O Paraíso e a Serpente é uma das melhores opções disponíveis na Netflix. Baseada em fatos reais, a minissérie mistura suspense, investigação e drama criminal em uma narrativa que prende a atenção do início ao fim.
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Com apenas oito episódios, cada um entre 55 e 59 minutos, a produção pode ser assistida em pouco menos de oito horas, tornando-se uma escolha perfeita para dividir ao longo da semana ou até terminar antes do fim de semana.
Lançada em 2021, a coprodução entre BBC One e Netflix acompanha um dos criminosos mais conhecidos da década de 1970 e transforma uma história real assustadora em uma trama repleta de tensão, mistério e perseguições.
Apesar da recepção positiva e de ter conquistado um público fiel, a minissérie acabou ficando ofuscada pelo grande volume de lançamentos da plataforma nos anos seguintes e caiu no esquecimento, tornando-se uma joia escondida do catálogo da Netflix.
A história real de um dos serial killers mais perigosos da Ásia
A minissérie acompanha Charles Sobhraj, golpista e assassino em série que aterrorizou turistas ocidentais na chamada "trilha hippie" do Sudeste Asiático durante os anos 1970.
Apresentando-se como um sofisticado comerciante de pedras preciosas, ele conquistava a confiança das vítimas antes de aplicar golpes e cometer uma sequência de crimes.
Enquanto o criminoso consegue escapar repetidamente das autoridades, o diplomata holandês Herman Knippenberg inicia uma investigação obstinada para reunir provas e levá-lo à Justiça.
Inspirada em acontecimentos reais, a produção reconstrói uma das caçadas mais conhecidas da época e explora o jogo psicológico entre perseguidor e assassino.
Elenco ajuda a elevar a tensão
Grande parte da força da série está nas atuações de Tahar Rahim e Jenna Coleman. Rahim interpreta Charles Sobhraj com frieza e manipulação, enquanto Coleman vive Marie-Andrée Leclerc, companheira do criminoso e peça importante nos golpes aplicados pelo grupo.
O elenco ainda reúne Billy Howle, Ellie Bamber e Tim McInnerny, que reforçam o clima investigativo da produção.

Atmosfera envolve do começo ao fim
Além da história baseada em fatos reais, a minissérie chama atenção pela reconstrução de época, pelas gravações realizadas na Tailândia e pela fotografia que recria o clima do Sudeste Asiático nos anos 1970.
A narrativa aposta em uma ambientação detalhada para aumentar a sensação de perigo constante, enquanto acompanha os crimes e a investigação que tenta colocar fim à sequência de assassinatos.
Embora utilize uma estrutura narrativa não linear, alternando diferentes períodos da história, a produção mantém o suspense ao revelar novas peças do quebra-cabeça conforme a investigação avança.
Como foi a recepção?
No Rotten Tomatoes, O Paraíso e a Serpente registra 69% de aprovação da crítica e 81% do público.
O consenso dos críticos destaca que "a atuação perturbadora de Tahar Rahim impõe uma ameaça reptiliana à série", embora parte da imprensa considere que o roteiro simplifica alguns aspectos de uma história real bastante complexa.
Vale a pena?
Sim. O Paraíso e a Serpente é uma ótima escolha para quem gosta de tramas intensas, suspense policial, histórias baseadas em fatos reais e minisséries enxutas.
Com apenas oito episódios e uma narrativa que mistura investigação, perseguições e crimes reais, a produção é perfeita para maratonar durante o tempo livre da semana.


