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DOCUMENTÁRIO

Trágica história do Red Hot Chili Peppers é resgatada em doc da Netflix

Flea e Anthony Kiedis relembram a perda que quase acabou com o grupo

Chico Castro Jr.

Por Chico Castro Jr.

01/04/2026 - 8:09 h

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Saiba o que o novo doc da banda revela sobre o vício e a amizade real
Saiba o que o novo doc da banda revela sobre o vício e a amizade real -

Quem vê os Red Hot Chili Peppers hoje em dia pode até achar que eles sempre foram essa banda meio farofa, que não consegue fazer um disco realmente decente há mais de 20 anos (o último bom de verdade foi o By the Way, de 2002). No documentário A Origem dos Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão Hillel, lançado há alguns dias pela Netflix, antigos fãs e neófitos tem uma introdução bastante razoável dos primórdios da banda, além de uma sensível homenagem a Hillel Slovak, primeiro guitarrista do quarteto.

Autêntica cria da louca Los Angeles dos anos 1970 / 80, o RHCP foi formado em 1982 por três colegas de escola: o baixista Michael Balzary, o Flea, o guitarrista Hillel Slovak e o baterista Jack Irons. Um outro garoto – hiperativo, assim como todos os membros da banda –, Anthony Kiedis, estava sempre entre eles.

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O documentário dirigido por Ben Feldman é especialmente feliz nos 40 ou 50 minutos iniciais, que detalha muito bem o período de formação da banda, focando nas origens de Hillel Slovak, israelense de Haifa, que chegou ainda garoto aos Estados Unidos com a família imigrante, além do ambiente ensandecido do underground de Los Angeles que os amigos começaram a frequentar ainda muito cedo.

Feldman não inventa: intercala fotografias amareladas com depoimentos atuais de Anthony, Flea e Jack, além de um material de arquivo em vídeo razoavelmente vasto, em uma edição bem ágil. (Trechos dos diários de Hillel são lidos por uma IA que recria a voz do músico – nada que comprometa).

É bastante interessante a relação, bem narrada pelo filme, entre esse início do RHCP com o músico Alain Johannes, um filho de imigrantes chilenos que também era colega dos Peppers e que chegou a contar com Hillel, Flea e Jack Irons na sua própria banda, a What Is This. Somente em 1986, quando o RHCP já havia lançado seu segundo álbum, Freaky Styley (1985), foi que Slovak saiu do grupo paralelo para se dedicar somente à banda de Flea.

Sem mágoa, felizmente. Johannes ajuda a contar essa história em vários depoimentos. Desde os anos 1980, ele se tornou uma referência entre os músicos profissionais de grandes bandas de rock, tendo tocado com (ou produzido) nomes como Queens of the Stone Age, PJ Harvey, Chris Cornell, Arctic Monkeys e outros.

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Perda precoce

Imagem ilustrativa da imagem Trágica história do Red Hot Chili Peppers é resgatada em doc da Netflix
| Foto: Divulgação

Voltando ao RHCP, o doc constrói sem pressa, ainda que de forma dinâmica, a narrativa de formação da banda.

Amigos agarrados uns aos outros, foram capazes de criar a própria formula de som, uma mistura de hard rock com funk (especialmente James Brown e o Parliament-Funkadelic) que, se não era totalmente original, era muito empolgante, fruto de uma química que só poderia existir mesmo em bandas formadas por amigos muito próximos e com muitas afinidades.

Com poucos shows, se tornaram a grande novidade da cena de LA em 1983. Logo caíram nas mãos da gravadora EMI e lançaram o primeiro LP em 1984. E é partir daí que, talvez, o doc comece a deixar clara sua opção em fazer de Hillel o seu foco principal, escolha que acaba por deixa-lo um tanto superficial.

O processo de gravação do primeiro LP é absolutamente ignorado. O produtor Andy Gill, lendário guitarrista da banda pós-punk inglesa Gang of Four, sequer tem o nome citado. É público e notório que banda e produtor não se deram bem no estúdio, e isto se refletiu no resultado do LP, ainda bastante irregular.

Coube ao ídolo George Clinton, fundador do já citado P-Funk, produzir o LP seguinte, Freaky Styley. Amigo do quarteto, ele tem bastante tempo de tela no filme, detalhando um pouco mais a gravação do álbum, um clássico.

Se o disco se saiu melhor, o clima dentro da banda já não estava tão bom. Nessa época, Anthony e Hillel mergulharam no vício em heroína e aí começa a parte realmente triste do filme. Tanto Anthony quanto Flea falam abertamente da loucura e de como foi difícil parar com o vício.

O jovem e talentosíssimo Hillel, infelizmente, não conseguiu. Morreu de overdose em 25 de junho de 1988, aos 26 anos. O doc até tenta, mas não consegue evitar certo tom piegas nesta parte mais dura. Flea também não colabora, chora umas quatro vezes ao longo do filme.

Fica claro, pelo que dizem em tela, que ainda hoje, os dois líderes do RHCP ainda se culpam pela perda do amigo. O filme também não entra nos detalhes da morte do rapaz. O tom não é de sensacionalismo ou investigação, e sim, de homenagem ao músico, morto há quase 38 anos.

Jack Irons, o baterista original, pediu para sair quando Hillel morreu. Ele também fala no documentário, mas muito pouco e bem pontualmente, dá a impressão de que só foi incluído no filme por que seria impossível ignorá-lo. Nos anos 1990, Irons chegou a integrar o Pearl Jam.

Enfim, apesar de alguns senões, A Origem dos Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão Hillel é um documentário que vale a pena ser assistido pelos fãs – da banda e do rock em si.

A Origem dos Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão Hillel (The Rise of the Red Hot Chili Peppers: Our Brother, Hillel) / Dir.: Ben Feldman / Disponível na Netflix

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