Busca interna do iBahia
HOME > CINEINSITE

EITA!

Walter Salles expõe mágoa com Oscar: “Muito mais”

Diretor, Fernanda Torres e Selton Mello compartilharam reflexões sobre "Ainda Estou Aqui"

Bianca Carneiro
Por Bianca Carneiro
| Atualizada em
O diretor durante entrega da estatueta
O diretor durante entrega da estatueta - Foto: AFP

Um dos maiores nomes do cinema nacional, o diretor Walter Salles, enfim, conseguiu, o seu tão sonhado Oscar, e primeiro do Brasil, com o longa “Ainda Estou Aqui”. Em 1999, o cineasta “bateu na trave” com “Central do Brasil”, que recebeu duas indicações.

Leia Também:

CINEINSITE

Fernanda Torres dá opinião surpreendente sobre Anora: “Mesma maneira"
Fernanda Torres dá opinião surpreendente sobre Anora: “Mesma maneira" imagem

HISTÓRICO

“Ainda Estou Aqui”: Eunice Paiva teve atuação fundamental para indígenas da Bahia
“Ainda Estou Aqui”: Eunice Paiva teve atuação fundamental para indígenas da Bahia imagem

POLÍTICA

“Orgulho do nosso cinema”, diz Lula após Oscar de ‘Ainda Estou Aqui’
“Orgulho do nosso cinema”, diz Lula após Oscar de ‘Ainda Estou Aqui’ imagem

Agora, 26 anos depois, o carioca admitiu uma "pontinha" de mágoa com o resultado do passado. Na época, a produção perdeu para “A Vida É Bela” na categoria de Melhor Filme Internacional e Fernanda Montenegro acabou derrotada em uma decisão controversa para Gwyneth Paltrow na estatueta de Melhor Atriz.

Tudo sobre Cineinsite em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Com Ainda Estou Aqui vencendo finalmente o troféu de Melhor Filme Internacional, o diretor acompanhou o posicionamento de Fernanda Torres que, apesar de assim como a mãe, ter perdido na categoria de Melhor Atriz, defendeu as escolhas da Academia e a consagração de “Anora”. Segundo ela, por serem independentes e feitos com poucos recursos, Ainda Estou Aqui e Anora são “primos".

“Eu sinto Ainda Estou Aqui como um primo do Anora. O Anora começa como uma comédia romântica e, de repente, ele tem um twist, assim, que você, que faz, largar o cinema pensando, assim, na dor e no amor, no afeto, na busca de afeto no mundo. E o nosso filme é sobre o afeto. Então, eu tive muito prazer naquela cerimônia e me senti muito entre nós, com a premiação do Anora daquela maneira”, pontuou”, afirmou ela em coletiva realizada nesta segunda-feira, 3, da qual o Cineinsite A TARDE participou.

“Foi muito mais divertido do que o de 1999, realmente”, relembrou Salles na sequência, arrancando risadas dos presentes.

Estados Unidos e autoritarismo

Ainda durante a coletiva de imprensa após o Oscar 2025, Walter Salles, Fernanda Torres e Selton Mello compartilharam reflexões sobre Ainda Estou Aqui. O diretor destacou sua preocupação com a crescente fragilidade da democracia e o avanço do autoritarismo nos Estados Unidos e em outras partes do mundo.

"Estamos assistindo a um movimento de enfraquecimento democrático que eu não imaginava presenciar tão cedo", afirmou Salles. Ele ressaltou a atualidade do filme, que dialoga diretamente com o cenário político americano, onde, segundo ele, a ameaça autoritária se espalha de maneira alarmante.

"A crueldade tem sido usada como instrumento de poder, e isso é profundamente perturbador", acrescentou o cineasta. Para ele, a arte e o cinema se tornam ferramentas essenciais na resistência a esse processo de cerceamento das liberdades, que não se restringe apenas aos Estados Unidos, mas se reflete em diversos países.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

Ainda Estou Aqui Fernanda Torres Oscar 2025 oscar ainda estou aqui Walter Salles

Relacionadas

Mais lidas