Cacau ficou mais barato, mas ovos de Páscoa subiram 27%
Confira a coluna A TARDE Agro

O mercado internacional registrou queda no preço de negociação do cacau: de US$ 10 mil, a tonelada do produto sofreu redução para US$ 3 mil. No entanto, os ovos de Páscoa subiram 27% em março.
A inflação também atingiu os chocolates em barras, juntamente com os bombons, que tiveram alta nos preços no patamar de 24,8% em 12 meses. Os dados são de monitoramento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E os ovos chegaram bem mais caros nesta Páscoa, em comparação com os preços da Páscoa passada.
O cacau sofreu com problemas climáticos há três anos, afetando os principais produtores mundiais, Costa do Marfim e Gana, em território africano.
Com isso, os preços do cacau foram elevados, quando no ano passado um produtor de cacau no Pará chegou a receber R$ 44 a arroba. Só que, atualmente, os preços já caíram – hoje, o mesmo produtor não recebe mais do que R$ 9,50.
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Porém, a indústria do chocolate se abasteceu ainda a preços altos, antes que as novas safras já abundantes e até com excesso de oferta chegassem no mercado.
Hoje, também, a indústria passou a utilizar novos ingredientes, como amêndoas, por exemplo, que também estavam com preços elevados.
Por isso os deliciosos ovos de Páscoa chegaram na Páscoa 2026 com preços médios superiores cerca de 27% em relação ao ano passado, e mais altos até 36% em produtos especiais.
Quem foi às compras deve ter notado diferenças nos valores ofertados, pois as pesquisas indicavam variações de até 20% de loja para loja, e também consumidores optando por caixas de bombons e barras de chocolate.
O Brasil, que já foi o maior produtor e exportador de cacau no mundo, hoje é importador de cerca de 42 mil toneladas, com uma produção na casa de 186 mil toneladas.
O cacau também faz parte dos modelos de plantios integrados no estado de São Paulo, para as estratégias de diversificação, com o plano Cacau SP. No Vale do Ribeira e região noroeste são 650 hectares de um cacau sustentável. Um cacau agroconsciente.
Passada a Páscoa, torcemos para que o Brasil readquira a condição de líder do cacau. Estônia, Alemanha e Suíça são os campeões mundiais de consumo de chocolate, na casa de 8 kg a 9 kg per capita/ano. No Brasil, estamos na casa dos 4 kg per capita, abaixo da 40ª posição. No consumo por volume, os Estados Unidos são os maiores, e o Brasil fica entre a 5ª e a 6ª posições mundiais. Portanto, com um potencial excelente para dobrar de tamanho. Que os doces e chocolates adocem este 2026, para nossos leitores, familiares e amigos.
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