A TARDE AGRO
O agricultor e o publicitário
Confira a coluna A TARDE Agro desta segunda


Todo agricultor tem um pouco de publicitário, pois desde os primórdios eu precisava levar produtos nas feiras dos feudos e usar a voz e demonstração de suas batatas, legumes, carnes para consumir a preferência pelas suas mercadorias. E todo publicitário tem um pouco de agricultor pois precisa extrair do invisível das sensações das razões, fortes impactos que emocionem e conquistem corações.
Agronegócio tradução de agronegócio (Dr. Ray Goldberg/Harvard) nos ensinou que não existe mais uma atividade isolada, que se realizava incluída como lá na época dos ancestrais onde agricultores produziam as sementes próprias, criavam suas ferramentas manuais, colhiam com as mãos, e iam para as feiras promover e vender. Um complexo científico tecnológico não existe antes das porteiras das fazendas, e um sistema agroindustrial de comércio e serviços não existe pós-porteira das fazendas.
Desta forma a disputa pela preferência, simpatia, paixões por produtos e marcas, derivados da produção agropecuária com agregação de valor e velocidade competitiva na sua adoção, se estabelecem num conhecimento novo desenvolvido no século XX que chamamos de marketing.
E dentro desse conceito administrativo, que conecta o consumidor final com seu coração e mente no centro das mesas dos negócios, ocorre a arte publicitária. Desta forma, falar de agronegócio sem a arte publicitária ficaríamos apenas com o lado do “agro” sem eficácia na realização, hoje veloz, de negócios.
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A arte publicitária sempre se fez na atividade agroalimentar. A partir da revolução industrial se transporta para o que Marx chamou de “fetiche das mercadorias” e as marcas com agregação de valor, embalagens, apresentações, poder de distribuição em diversos canais fazem uso da arte publicitária para por exemplo criar um espetáculo mundial de refrigerante como a Coca Cola exalta o hábito de mascar com os chicletes, gera fast food em sistemas de franquia internacional e transforma a vida dos animais de estimação em nobres consumidores de saúde e finas rações. Desta forma a arte publicitária criou sentidos pelos quais as pessoas se lançaram, adotaram visões de mundo, e as mercadorias adquiriram a vida própria, onde surgiu a expressão: “a propaganda é a alma do negócio“.
Hoje, temos um desafio agrotropical ambiental brasileiro para implantar a consciência do cidadão do mundo inteiro. Temos a oportunidade espetacular de contar com a maior marca mundial, a Amazônia, onde uma agência de “branding - Future Brand”, de São Paulo, participando do festival publicitário de Cannes ganhou três leões de ouro com o design da marca Amazônia, e fez uma doação desta marca para o consórcio da Amazônia.
Existe propaganda para encantar as massas, segmentos de consumidores e de público. Como todo conhecimento humano pode ser usado para o bem ou para o mal. Usar a arte publicitária, o conhecimento da propaganda para uma causa nobre como dar percepção e conquistar mentes e corações humanos do mundo inteiro com aquilo que o Brasil faz de bem feito, é um dever e uma obrigação de líderes do complexo agroindustrial nacional.
Está na hora de conquistar corações e mentes do “gene ao meme”. Temos ótimos publicitários no país, sempre numerosos, vamos reunir produtos e produções rurais com publicitários e publicitários. Não se trata mais de mostrar o Brasil para o mundo e sim mostrar o quanto no Brasil o mundo ficou mais brasileiro.


