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FUTEBOL

Vinicius une arte, coragem e memória do futebol

Tostão destaca o talento e a postura de Vinicius Junior, critica a agressividade no futebol e relembra as origens do jogo

Tostão
Por Tostão
Vinicius Jr em ação pela Seleção Brasileira
Vinicius Jr em ação pela Seleção Brasileira -

Assim como Garrincha, Diego Maradona, Ronaldinho Gaúcho e outros grandes artistas da bola, Vinicius Junior une arte, técnica, ousadia e objetividade.

Na vitória do Real Madrid, fez dois golaços na mesma partida: um pela finalização extraordinária, outro pela coragem ao denunciar ofensas racistas. Mesmo sem confissão formal, as evidências das palavras ditas por um jogador do Benfica foram numerosas.

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Que Vinicius continue denunciando. E que não deixe de comemorar com danças e alegria. A celebração faz parte do espetáculo. Não é ofensa — é expressão.

Além dele, Thibaut Courtois voltou a ser decisivo, com defesas espetaculares. Há tempos é um dos jogadores mais importantes do Real Madrid e deveria ser exaltado como os grandes atacantes.

Relações agressivas

Philippe Coutinho, triste com vaias e xingamentos, despediu-se do Vasco da Gama, clube onde se formou. Sempre foi profissional exemplar e construiu carreira sólida na Europa e na seleção brasileira.

A agressividade dos torcedores contra jogadores e treinadores cresce a cada derrota. É reflexo de uma sociedade mais radicalizada e hostil. Talvez o ser humano não tenha piorado; apenas ganhou mais espaço para expor intolerância e frustrações.

Origens e imaginação

Com a Copa do Mundo se aproximando, vale revisitar as origens do jogo. Há registros de práticas semelhantes ao futebol na China há mais de dois mil anos. Na Inglaterra, em 1863, foi criada a The Football Association, que estabeleceu regras e organizou oficialmente o esporte.

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No Brasil, a versão consagrada aponta que o futebol chegou em 1894 com Charles Miller. Mas a imaginação popular cria outras narrativas. Dizem que, em 1500, ao avistar terra, Cabral teria gritado “futebol à vista”. Os indígenas teriam vencido por 10 a 1, inaugurando a primeira “pelada” da história.

Brincadeiras à parte, o futebol brasileiro nasceu elitista. Apenas brancos e ricos jogavam. Na década de 1920, o Vasco tornou-se símbolo de inclusão ao escalar jogadores negros e operários. A miscigenação foi decisiva para a construção da arte brasileira com a bola.

Em 1933, veio a profissionalização. Desde criança escuto que o Brasil é o país do futuro e que o futebol é desorganizado. O futuro demora a chegar. O futebol evoluiu, mas ainda convive com graves problemas de gestão, incompetência e corrupção.

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Tags

futebol brasileiro História do Futebol racismo no futebol real madrid vinicius junior

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