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Clube Bahiano de Tênis celebra 110 anos com legado e planos
Entrevista Alma Baiana com Marcelo Rangel


À frente do Clube Bahiano de Tênis, que celebra 110 anos de história em 2026, Marcelo Rangel fala sobre o legado de uma das instituições mais tradicionais de Salvador, os desafios de manter viva sua essência e os planos para o futuro. Em uma conversa sobre esporte, convivência, memória e renovação, o presidente revela o que significa conduzir o clube neste momento tão especial.
“Chegar aos 110 anos é celebrar uma história e, ao mesmo tempo, olhar para o futuro.”
O Clube Bahiano de Tênis chega aos 110 anos como parte da história social de Salvador. O que essa trajetória representa?
Marcelo - Para mim, falar dos 110 anos do Bahiano é falar de pessoas, famílias e histórias. Cresci dentro do clube, levado pela minha família, e muitas das minhas melhores lembranças estão ligadas a esse lugar. Chegar aos 110 anos com o Bahiano vivo, reunindo gerações e fazendo parte da rotina de tantas famílias, é motivo de muito orgulho. O clube faz parte da história de Salvador e, sobretudo, da história de muita gente.
Como o clube conseguiu manter sua identidade ao longo de 110 anos, atravessando diferentes gerações?
Marcelo - Acho que isso acontece porque existe um forte sentimento de pertencimento. Quem vive o Bahiano cria uma relação que vai além do clube: aqui se fazem amizades, pratica-se esporte e reúne famílias. Esse vínculo passa de geração em geração. O clube se moderniza e acompanha seu tempo, mas preserva esse espírito de convivência e família. E o Tênis, acolhedor e agregador, é uma das grandes inspirações dessa história.
Quais são, na sua visão, os momentos mais marcantes da história recente do Bahiano de Tênis?
Marcelo - Um dos movimentos mais importantes dos últimos anos foi ver o clube novamente ocupado pelas famílias, pelo esporte e pela convivência. Quadras cheias, torneios reunindo gerações e associados permanecendo no clube depois dos jogos mostram a força desse vínculo. Viver os 110 anos também foi especial: olhar para a nossa história e perceber que ela continua sendo construída todos os dias. Para quem cresceu aqui, estar na presidência nesse momento tem um significado ainda maior.
O clube reúne esporte, convivência e tradição. Como equilibrar esse legado com os novos hábitos e expectativas dos associados?
Marcelo - O clube precisa acompanhar as mudanças das pessoas, aprimorando sua estrutura, serviços e experiências. Hoje, com Tênis, Beach Tennis, Futevôlei, Natação, Jiu-Jítsu e Ginástica Rítmica, somos um clube esportivo cada vez mais múltiplo. Mas queremos modernizar sem perder a essência: um lugar de encontros, amizades e convivência entre gerações, preservando a história que faz do Bahiano o que ele é.
O Baile Preto & Branco foi um dos grandes símbolos sociais do clube. O que significa resgatar uma tradição tão querida pelos associados?
Marcelo - O Baile Preto & Branco faz parte da memória afetiva dos associados e da história social do clube. Na comemoração dos 110 anos, a proposta foi resgatar esse sentimento de encontro, alegria e pertencimento. Foi emocionante reunir diferentes gerações, entre aqueles que reviveram suas lembranças e os que tiveram a oportunidade de conhecer um pouco dessa história.
Quais projetos ou novidades estão previstos para esta nova fase do clube?
Marcelo - Temos muitos planos e um olhar atento para o futuro do clube. Nosso projeto é preparar o Bahiano para 2050, com melhorias na estrutura, fortalecimento das modalidades esportivas e mais qualidade para associados e suas famílias. Queremos avançar com responsabilidade, respeitando a história e as possibilidades do clube.
Que legado gostaria de deixar ao final de sua gestão?
Marcelo - Gostaria de deixar um clube ainda mais forte e protagonista nas modalidades esportivas que praticamos, com uma nova estrutura social e esportiva para os próximos 30 anos. Um clube onde as pessoas tenham prazer de estar, e onde os filhos cresçam criando as mesmas boas lembranças que construímos aqui. Cresci no Bahiano e amo este clube. Para mim, esse seria o maior legado.
E olhando para o futuro: como o senhor imagina o Clube Bahiano de Tênis quando chegar aos 120 anos?
Marcelo - Espero encontrar, daqui a dez anos, um Bahiano ainda mais forte, moderno e cheio de vida, mas preservando sua essência. Um clube com quadras cheias, famílias reunidas e novas gerações descobrindo o esporte. Muita coisa vai mudar, mas espero que permaneça o que nos trouxe até aqui: a capacidade de unir pessoas e gerações pelo esporte, pela amizade e pelo amor ao clube. É essa paixão que nos trouxe aos 110 anos e que nos mantém para a eternidade.