2026 está aí. E até agora, é Lula com seus adversários que muito ajudam
Confira a coluna de Levi Vasconcelos deste domingo

E em 2026 surgirá algum nome capaz de ameaçar eleitoralmente Lula?
A pergunta aí vem do amigo Aristeu Santos Silva, de Arembepe, Camaçari, paradisíaco local de onde ele diz tirar inspirações para as divagações.
Sabe-se lá, mas até agora Lula tem tido uma incomensurável ajuda dos Bolsonaro, quando chamam Trump para bater no empresariado pensando que está acertando Lula ou com o filho, Eduardo, gritando nas redes que os que botaram o pai dele na cadeia vão se f...
Bolsonaro, convém lembrar, nunca teve partido, nunca fez articulação política, emergiu para a cena principal após a célebre facada, em 2018, que fez convergirem no entorno dele os que não gostam de Lula.
Tarcísio –Aí é que está. Tem muita gente que não gosta de Lula, mas dele também não. Mas sabem que, mesmo tendo sido um mau presidente, ele aglutinou capital político que agora não quer perder.
É por isso que os filhos brigam. Já disseram que o melhor nome é o filho Flávio, senador pelo Rio, mas esta semana, numa reunião do PL, disseram que eles podem até apoiar outro nome, conquanto tenha um Bolsonaro na chapa.
Aí vai o próprio PL e corta o salário de Bolsonaro, R$ 41,3 mil que ele recebia como presidente de honra do partido, e Flávio levantou a voz: ‘Não vamos deixar faltar nada a nosso pai’.
O fato é que estamos a quatro meses das definições, o melhor nome da direita é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas a família Bolsonaro não abre mão. O resto é esperar.
Leia Também:
Na anistia, Sargento Isidório diz que sabe perdoar e vota a favor
O deputado estadual Diego Castro (PL), bolsonarista-raiz, passou a semana em Brasília, para prestar solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso, e também pressionar os deputados amigos a defender a proposta da anistia, que segundo ele, ‘pode ser aprovada a qualquer momento’.
Abordado sobre o mesmo assunto, o deputado Sargento Isidório (Avante), que é evangélico, afirmou:
– Eu sou pastor. Se até Jesus perdoou tantos pecados, eu também tenho que perdoar e votar a favor.
Mas o também deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) diz que tudo não passa de sonho dos bolsonaristas.
– Esse assunto, o PL da Anistia, está morto. Quem foi condenado está condenado com provas e amplo direito de defesa. Agora o assunto cabe ao Judiciário, e não ao Congresso.
Othon Bastos, a volta a Tucano 87 anos depois
Natural de Tucano, de onde saiu aos 5 anos de idade, o ator Othon Bastos voltou agora, aos 92, ou 87 anos depois, para se apresentar em praça pública hoje, na praça principal da cidade, entrada franca, com o monólogo ‘Não me entrego, não’. Ele, que está na cidade desde o início da semana, também participa da exibição de um festival de filmes nos quais atuou. E postou vídeo nas redes quando foi tomar um banho nas águas termais.
– Oi gente. Há 87 anos que não venho aqui. Agora estou me preparando para o banho.
Jeremilson Góes, filho e morador de Tucano, diz que a cidade se sente orgulhosa.
– Ele é um motivo de orgulho para nós.

Oposição até a Conceição
Arautos da oposição na Assembleia dizem que vão tentar obstruir a pauta na Assembleia, que tem no gatilho mais um empréstimo de Jerônimo e dois outros com pedidos de urgência, até a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia, dia 8.
Se conseguirem, fica mais fácil passar as duas últimas semanas de dezembro com a Alba funcionando até 2026. Governistas dizem que é o inverso. Esta semana, aprovam.
POLÍTICA COM VATAPÁ - A Capital do Bode
Na Bahia de hoje tem capital para tudo, do vinho (Morro do Chapéu), da cerveja (Alagoinhas), do biscoito (Vitória da Conquista) e da laranja (Rio Real). Uauá, no nordeste baiano, é a do bode. Lá também foi terra das andanças do cangaceiro Lampião, num tempo, e noutro, um pouco mais para trás, um dos palcos da Guerra de Canudos.
Hoje lá tudo na economia gira em torno do bode, a ponto de avançando um pouco mais, é a “Capital Internacional do Bode”, que materializa a sua vastidão em agosto, com a exposição de caprinos e ovinos.
Contam que certa feita um representante comercial, por lá chamado ‘caixeiro viajante’ chegou num restaurante, perguntou:
— O que a senhora tem aí para nós almoçarmos?
— Tudo que o senhor possa pensar. Bode assado, bode moquiado, bode de ensopado…
— Tem alguma coisa que não seja bode?
— Ah, que não seja bode só ovos.
E ele, aliviado:
— Ah… Se não for de bode eu topo.
* Colaborou: Marcos Vinicius
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
