LEVI VASCONCELOS
Andrei Roman, o do AtlasIntel, um craque dos acertos nas pesquisas
Método inovador do AtlasIntel revoluciona pesquisas eleitorais tradicionais


Pesquisa de campo é a arte de captar a realidade do assunto que se quer em números para reverberar em interpretações. No campo eleitoral, tendo como base que quem afere os resultados são as urnas, os erros são frequentes, aqui e alhueres.
Mas por que o AtlasIntel, também aqui e alhures tanto acerta? Em 2022 todos davam como certa a vitória de ACM Neto, veio o AtlasIntel.
A seis dias das eleições o Datafolha divulgou pesquisa dando Neto 54,4% contra 16% de Jerônimo. No mesmo dia o Atlas cravou, em A TARDE, Jerônimo com 38% contra 35,6% de Neto, que esperneou, chamou de fake, já que todas outras amostras davam ele na frente. Nas urnas, deu Jerônimo 49,95%, quase ganhando no 1º turno e Neto 40,80%.
Na Colômbia – No sábado passado algo parecido aconteceu na Colômbia. Nas eleições presidenciais de domingo que o senador Ivan Capela, apoiado pelo presidente Gustavo Pedro, dizia-se que venceria fácil.
Veio o Atlas dizendo que não era bem assim, Capela com 38,7 contra 37,3 de Abelardo, candidato de extrema direita. Nas urnas, o direitista teve 43,74 contra 38,7.
O Atlas já fez pesquisas em 37 países, sempre colecionando índices de acerto bem acima da média. E já que Andrei Roman, o fundador e piloto esteve ontem em visita ao A TARDE, perguntamos a ele: e qual a razão disso?
Segundo Roman, o método, todo ele focado para a chamada sociedade em rede, deixando de lado a entrevista presencial, como tradicionalmente se faz.
– Usamos uma metodologia chamada Atlas RDR (Recrutamento Digital Aleatório). A pessoa pode estar no Instagram, no Youtube, lendo uma notícia ou procurando uma receita. Em qualquer dessas situações ela pode visualizar o anúncio do Atlas. Ao clicar o anúncio, o usuário acessa o questionário pelo celular e responde sem a interferência de entrevistadores.
Em síntese, Roman está dizendo que mudou o modelo. Nas eleições de 2024 o TRE-BA tinha mais de mil empresas registradas para pesquisas. A questão é se adequar.
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E Feira perde Zé Coió, uma lenda no jornalismo baiano
Feira de Santana chorou domingo a partida de José Carlos Machado, o Zé Coió, 89 anos, viúvo, duas filhas, o filho de São Gonçalo dos Campos que virou feirense, por mais de 43 anos tocando o Jornal Feira Noite & Dia, semanário. E ontem também a professora Jacira Almeida, mãe do deputado Angelo Almeida (PT).
Mas Coió marcou época na imprensa e na vida noturna feirense. Figura afável, colegas contam que ele um dia numa roda de apostas, que muito gostava, perdeu tudo, e já sem dinheiro, emitiu um cheque. Ganhou tudo o que perdeu de volta e na última rodada, o perdedor resolveu pagar com cheque que ele próprio tinha dado. Coió pulou fora.
– Não aceito não. Esse tá sem fundo!
Coió deixa uma legião de amigos saudosos.
REGISTROS
Luto em Ilhéus
Se Feira de Santana chora com a morte de Zé Coió, Ilhéus faz o mesmo com Alcides Kruschewsky, 66 anos, ex-vereador, ex-secretário de Turismo na última gestão de Jabes Ribeiro e também radialista. Ele perdeu a batalha contra um câncer.
Kelsor comendador
Foi bastante concorrida, com grande parte do mundo empresarial baiano lá, a solenidade de entrega da Comenda 2 de Julho ao presidente da Fecomércio-Ba, Kelsor Fernandes. A iniciativa foi do deputado Eduardo Salles (PV).
Saltos na bomba
O preço da gasolina, que em Salvador e cercanias estava em R$ 6,49 subiu para R$ 6,93 de quinta para sexta, como se fosse algo ensaiado. Aliás, tem outro detalhe curioso. Quando se anuncia que o preço baixou lá por cima, chega cá dois ou três dias depois. Quando o anúncio é de alta, chega dia seguinte.
Saúde mental
A Comissão de Saúde da Alba, presidida pela deputada Jusmari Oliveira, debate hoje a questão da saúde mental. Falhas no sistema de atendimento são as razões do ‘aumento do sofrimento’, como dizem os que cuidam e defendem os doentes.


