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Levi Vasconcelos

Por Gabriela Araújo

ACERVO DA COLUNA
Publicado | Autor:

Santa Inês, a cidade que adotou os dinossauros e se deu muito bem

Município da Bahia adota dinossauros como símbolo cultural, atraindo visitantes

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Praça da cidade de Santa Inês
Praça da cidade de Santa Inês -

O que levaria um pequeno município do Vale do Jiquiriçá, ao lado de Itaquara e Ubaíra, com pouco mais de 10 mil habitantes, que nunca na vida viu qualquer fóssil de animais pré-históricos a adotar o dinossauro como seu porta estandarte e dar certo?

Os dinossauros sairam da cabeça do artista Anilson Borges, hoje com 41 anos.

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– Eu desde menino mexo com isso, fazendo obras de arte no papel. Em 2013 fiz o primeiro dinossauro. E daí não parei mais. Hoje me considero um paleoartista.

A ideia prosperou. Hoje já são 25 dinossauros de dois metros a 18 metros espalhados pela cidade, o número de visitantes explodiu e a cidadezinha ganhou lugar no mundo cultural com cara própria, integrando o Roteiro Turístico da Bahia.

– Estou muito bem. Aqui é simplesmente encantador.

Vertentes – O museólogo Brendo Willis, o secretário de Turismo e Cultura lá, diz que Santa Inês está no mapa cultural baiano com justos motivos, se organizou para isso.

– O município está organizado em quatro vertentes, o Núcleo Palentológico, o Ferroviário, o Indígena e o Memorial do Povo. Uma beleza.

Tanto que Brendo é de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, está há pouco mais de um ano lá e não quer mais sair.

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O Núcleo Paleontológico, onde estão os dinossauros é a vedete, mas tem também o Núcleo Ferroviário, que levou para lá um dos vagões e tem a área indígena, que resgatou uma urna encontrada lá 18 anos atrás e que estava em poder da UFBA e também o Memorial da Cidade, que conta a trajetória dos moradores.

Pery Souza (PT), o vice-prefeito, diz que vai tudo muito bem, mas está faltando a iniciativa privada se tocar mais num ponto, o da criação de novos leitos.

– Temos aqui duas pousadas, mas já dá para perceber que estamos precisando de mais. A estratégia é fazer com que as pessoas permaneçam mais aqui.

Para o mundo – Pode ser, mas o fato é que Anilson Borges virou uma referência nacional, vendendo sua arte para o Brasil inteiro. Em Marília, São Paulo, acharam os restos de um titanossauro e lá foi ele construir a réplica. Nada de improviso. Ele consulta regularmente paleontólogos.

– A ideia é a reprodução dos dinossauros como a ciência diz que eles eram.

Ele diz que pessoalmente se inspirou com o filme Jurassic Park, de onde nasceu a ideia que contaminou Santa Inês. E materializa suas obras com ferro, isopor e fibra de vidro, até agora com 100% de sucesso em mais de 50 trabalhos já feitos.

E para fechar, se a ponga da nova cultura tem um lastro na na pré-história, na mesma linha linha acontece lá no São João o Forró do Dino. É o dinossauro no forró. Lá se diz que adiante ele cai na dança.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Cinismo e civismo

Janeiro de 1974. Ariston Cardoso, prefeito de Ilhéus, um dos delegados da ARENA baiana no Colégio Eleitoral (os 504 eleitores da eleição indireta) que elegeu o general Ernesto Geisel presidente da República (a posse foi em março), voltava de Brasília feliz da vida, contando as maravilhas de ser eleitor presidencial.

Armando Oliveira, fina flor da imprensa baiana (e da crônica esportiva), escreveu no Diário da Tarde, de Ilhéus:

“O prefeito Ariston Cardoso chegou de Brasília com as mãos inchadas de tanto aplaudir tamanho cinismo”.

O jornal bateu nas ruas, o tititi se formou, Armando ligou para o prefeito:

– Ariston, prezado, me desculpe. Foi um erro do pessoal da composição, que trocou o “v” pelo “n”. Eu escrevi civismo.

– Da minha parte, já escaldei. Não quero mais saber de votar para presidente. Agora, quanto a você, vá se explicar com Geisel.

Dia seguinte o Diário da Tarde explicou o erro e pediu desculpas.

Até hoje em Ilhéus o caso é discutido. O próprio Armando dizia que no tempo do impresso céu sem é vira c...

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