Terras raras, o minério que agita o Vale do Jiquiriçá e outros cantos
Bahia revela seu potencial nas terras raras, despertando interesse de empresas mineradoras

No Vale do Jiquiriçá, mais em Jequié, Amargosa e Ubaíra, as palavras “terras raras” irrigam as rodas de conversa como se fosse algo como a galinha dos ovos de ouro. Dizem que a área é farta. E o minério, essencial para equipamentos de alta tecnologia.
Há motivos para isso? Quem vai dar a resposta aí é o geólogo Williame Concentino, diretor técnico da Companhia Baiana de Pesquisas Minerais (CBPM).
– Sim. São minerais valiosos na conjuntura atual, e o Vale do Jiquiriçá, mais no que chamamos Bloco Jequié, têm um forte potencial.
Ele acrescenta que outros pontos, como Prado, Alcobaça, no extremo sul, onde norte-americanos já extraem terras raras monazíticas, e também nas cercanias de Lagoa Real, no sudoeste, justamente onde a INB extrai urânio, também são locais promissores.
O que é – Diz Williame que nem sabe por que o nome terras raras, já que o tal minério nem é terra e nem é raro e, sim, um composto com 17 elementos químicos fundamentais na transição energética, inclusive carros elétricos. A questão é que separar tais elementos é difícil, o que torna o processo caro e complexo.
Claro que a exploração disso não vai se dar como num passe de mágica, mas já está em andamento na Bahia e em outros estados também. Várias empresas já conseguiram autorização.
Diz Williames que, das reservas conhecidas no País, a Bahia tem 40%, isso do que já está pesquisado e carimbado. Mas há outras áreas em estudo.
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Adolfo Menezes, a indicação para o TCM mais tranquila da história
O deputado Adolfo Menezes (PSD) sempre foi tipo durão, mas com um detalhe: quando dá a palavra, está dada, de cavalo selado e martelo batido, o que prevaleceu nos dois mandatos em que ele foi presidente da Alba, entre 2021 e 2025.
Talvez por isso ao encerrar, segunda, o prazo de inscrição, só tinha ele para o TCM, com assinaturas de 60 dos 63 deputados, outro fato raro. Mais: a sabatina com ele já está marcada para terça da semana que vem, dia 12.
Curioso é que até o deputado Júnior Nascimento (UB) está entre os 60 que assinaram a indicação dele.
– Assinei porque foi uma orientação da nossa bancada. Agora, acho que os problemas de Campo Formoso a gente resolve lá, aqui devem prevalecer interesses da Bahia.
A vaga que Adolfo vai ocupar ainda vai vagar. É a de Chico Neto, que se aposentará em 9 de agosto.
Alba fica sem quórum de novo
A sessão na Alba caiu, ontem, de novo, por falta de quórum. Foi aberta às 14h45, mas a presidente Ivana Bastos (PSD) precisou sair para atendimento médico.
Voltou duas horas depois e não tinha quórum. O que levou o deputado Samuel Júnior (PL) a brincar:
– A base governista está em crise. Não consegue se reunir nem para dar quórum.
Ano eleitoral é assim. E no segundo semestre piora.
Wagner é prestigiado por Lula, mas ficou a nódoa
A derrota do governo no Senado ao tentar emplacar Jorge Messias no STF deixou uma ponta para o senador baiano Jaques Wagner.
Esta semana, Lula confirmou ele como líder do governo no Senado, enterrando as críticas que o colocavam como incompetente, ao garantir a aprovação, quando deu o contrário.
Mas, segundo deputados governistas na Alba, o caso, se ainda não foi superado, está quase. E um deles lembrou que foi justamente por isso que o senador Angelo Coronel sobrou.
Ou seja, Lula até estimulou a candidatura de Rui Costa ao Senado, para contar lá com alguém mais confiável, já que Coronel dava visíveis sinais de má vontade.
REGISTROS
Rota do Cangaço
A criação da Rota Turística, Histórica e Cultural do Cangaço é o projeto apresentado na Alba pelo deputado Bobô (PCdoB), que é de Senhor do Bonfim. A ideia abrange 24 municípios, que inclui Canudos, Monte Santo, Jeremoabo e cercanias, por onde Lampião passou e que guarda algum tipo de vínculo.
Saúde em pauta
O Pulsar da Eficiência é o tema do seminário que a Associação dos Hospitais e Serviços de Saúde da Bahia (Ahseb) fará, amanhã, no Mundo Plaza, em Salvador. O presidente da entidade, Mauro Adam, diz que se busca aprimorar a gestão.
Capital do Recôncavo 1
O deputado Diego Castro (PL) entrou na Alba com um projeto que transforma Santo Antônio de Jesus na Capital do Recôncavo. Diz ele que a pujança econômica do forte polo comercial em que SAJ vive justifica.
Capital do Recôncavo 2
O caso provoca controvérsias. Do ponto de vista econômico atual, SAJ é o que desponta como mais forte no Recôncavo. Mas do ponto de vista histórico perde longe para Cachoeira, São Francisco do Conde e Santo Amaro, por exemplo.
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