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Passeio sem guia expõe cães a risco de acidentes e ataques

Veterinários recomendam cautela ao transitar com os animai

HIlcélia Falcão
Por Hilcélia Falcão
Imagem ilustrativa da imagem Passeio sem guia expõe cães a risco de acidentes e ataques
Foto: Diogenes Neghet / Divulgação

Tem coisa melhor do que ver o seu cãozinho correndo, se divertindo livre de coleiras e guias durante o passeio? Tem. Mantê-lo em segurança, longe de ataques e atropelamentos. Cães devem passear sempre presos à guia e devidamente identificados.

A única situação em que eles podem ficar sem estes itens de segurança é em ambientes controlados como em parques próprios para pets. Especialistas ouvidos por A TARDE alertam os tutores para o alto risco do passeio sem o uso de guias.

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“O passeio de cães sem guia é de extrema irresponsabilidade, é o momento em que se perde total controle da segurança do seu cão”, alerta Luís Carlos Sousa, médico veterinário comportamentalista e treinador de cães. Ele recomenda àqueles que queiram passear com os animais sem guia que o façam em espaços próprios caso o pet tenha condição de frequentá-los..

“Já vivenciei um cão se soltando da guia e avançando em outro que estava passeando. Passear com cães soltos é um hábito que muitas pessoas subestimam. Cães pequenos são mais vulneráveis a atropelamentos”, explica a médica veterinária Fúlvia Karine, 45 anos.

Ela orienta os tutores a preparar o cão para o convívio social. Segundo ela, treinar comandos básicos antes do passeio aumenta muito a segurança.

Susto

Os cães que costumam passear fora da coleira e guia são, segundo o veterinário Luis Carlos Sousa, os campeões em situações desconfortáveis para todos. “Como treinador de cães tive prejuízos na evolução de treinamento de animais que foram abordados de forma inadequada por um desses cães que faziam o passeio solto com seu tutor”, conta.

A médica Luiza Viana, por exemplo. já viveu várias situações desagradáveis ao ser surpreendida por cães sem guia durante o passeio com a sua cachorrinha Amora, uma SRD de porte médio de 7 anos. “Em várias ocasiões, houve cães, principalmente os pequenos, que estavam sem guia, que se aproximaram latindo para a minha cachorra”, conta.

A questão é que Amora é reativa a outros cães - ela não avança, mas não gosta e fica instável ao ser abordada. “Já tive que carregar minha cachorra de 18 kg no colo e caminhar para longe de tutores que deixaram seus cães insistirem no contato”, conta Luiza.

O susto poderia ter sido evitado caso os tutores obedecessem as orientações básicas dos especalistas sobre as regras de convivência e cuidados durante o passeio. Ela acredita que o uso de guia devia ser obrigatório. Já o uso de focinheira exige orientação técnica..

Guia extensível

Para dar mais liberdade a Amora durante o passeio, Luiza usa guia mais longa de 2 metros, que vai soltando ou enrolando conforme a situação. Em áreas abertas como sítios ou praias, ela usa guias de até 10 metros. “Sempre uso também coleira de identificação e peitoral preso no tórax”, explica.

A questão é que nem todo tutor usa a guia extensível adequadamente. “Infelizmente vemos muitas situações delicadas causadas pela imprudência dos tutores nos passeios”, explica a veterinária Fulvia Karine.

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Cães soltos em via pública, pessoas distraídas ao celular durante o passeio , uso inadequado da guia extensível em locais movimentados e aproximações entre cães sem consultar o outro tutor são alguns dos problemas apontados por Karine.

Há ainda aqueles que não coletam as fezes dos animais e fazem os passeios em horários de calor extremo expondo a saúde do animal. “Passear não é apenas “gastar energia”, mas proporcionar bem estar físico, mental e emocional. Permitir que o cão fareje é tão importante quanto caminhar”, diz. Ela lembra que os melhores horários são pela manhã e ao fim da tarde, evitando calor intenso e asfalto quente, que podem queimar as patas.

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