TEMPO PRESENTE
Dulce, Pastinha, Popó, Amado e o Ypiranga
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Nem Vitória, nem Bahia. Qual o clube baiano é capaz de reunir o mais hábil de todos os capoeiristas, o escritor mais traduzido, o principal craque da história do futebol e até uma santa para comemorar seu aniversário, dia Sete de Setembro? Pois mesmo sem ganhar sequer um campeonato desde 1951, o Esporte Clube Ypiranga, o time do povo, segue como o mais representativo da baianidade, com a torcida eterna de Mestre Pastinha, Jorge Amado, Popó e Santa Dulce dos Pobres.
Os maiores ídolos da Bahia – todos ypiranguenses – estão representados na camisa comemorativa dos 120 anos de fundação de um clube reconhecido como uma das pioneiras instituições antirracistas, muito antes do Ilê Aiyê e do Olodum. O uniforme especial valoriza a memória da instituição, com uma arte equivalente a um manifesto identitário e multicultural ao colar imagens de grandes personalidades ligadas ao imaginário da Boa Terra.
Nas cores tradicionais, amarela e preto, o manto mais sagrado dos torcedores baianos destaca o orgulho e a identidade construída ao longo de mais de um século, destacando-se o período de hegemonia sobre os times brancos da elite saudosa da escravidão. A diretoria anunciou a abertura das reservas antecipadas no e-mail [email protected]. A camisa sai por R$ 90 e tem todos os tamanhos até XXG.
Para garantir a compra, os interessados devem realizar o pagamento via Pix e encaminhar o comprovante, juntamente com nome completo, modelo, quantidade e tamanho, para o grupo oficial de reservas indicado pela organização. A iniciativa busca fortalecer o vínculo entre o clube e sua comunidade, permitindo a todas as torcidas participarem desse momento histórico de reverência ao clube.
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Festival de Violeiros
O público afeiçoado aos duelos de repentistas terá a oportunidade de acompanhar, quinta-feira (27), a 48ª edição do tradicional Festival de Violeiros, dentro do Festival Literário e Cultural de Feira de Santana (FLIFS). A partir das 20h, o Teatro Carlos Pitta, no Centro de Convenções, recebe duplas de diferentes estados do Nordeste para uma noite de cantoria, improviso e celebração da cultura popular. Com entrada gratuita, o festival reunirá duplas da Bahia, Maranhão, Pernambuco e Paraíba. Elas disputam o primeiro lugar em uma batalha de versos marcada por criatividade, domínio das métricas e interação com o público.
POUCAS & BOAS
- Os escritores José Paes Landim e Maribel Barreto assumem, na próxima quinta-feira (27), seus postos de membros correspondentes da Academia Barreirense de Letras (ABL), dentro da programação da 2ª edição do Encontro de Escritores do Oeste da Bahia (EnEob). Ele é natural de Santa Rita de Cássia e ela nasceu em Jequié, ambos têm relação institucional com a ABL e são membros da Academia Santa-ritense de Letras e da Academia de Letras de Jequié, respectivamente. A posse antecede o lançamento do livro Literatura e Escola: um legado poético interacadêmico.
- Em Itabuna e Ilhéus começou ontem o trabalho de coleta de material genético dos familiares que têm pessoas desaparecidas. A iniciativa segue até a próxima sexta-feira (28) e faz parte da quarta etapa da mobilização nacional destinada a ampliar as chances de identificação e localização de desaparecidos. A recomendação é que a doação seja feita, preferencialmente, por familiares de primeiro grau, com prioridade para pais ou mães biológicos, filhos acompanhados do outro genitor e irmãos biológicos.
- A antologia literária Entre a Escrita e a Vivência Criamos um Nós está convocando escritoras negras do sertão, a partir de 18 anos, que residam nos Territórios de Identidade Sertão do São Francisco e Itaparica a participar da obra. Cada autora pode encaminhar até quatro textos, mas apenas dois serão selecionados, entre poesias, contos, crônicas, ensaios literários, relatos autobiográficos ou memorialísticos e cordéis, até 17 de outubro. A organização é do coletivo cultural Tessituras Narrativas.


