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Teatro Gamboa renasce após vaquinha
Leia a coluna desta quinta-feira, 9


Às vésperas de completar 52 anos, o Teatro Gamboa tem um motivo histórico para comemorar: a campanha “Fica Gamboa” alcançou a meta de R$ 300 mil. A expressiva arrecadação garantiu a compra definitiva do imóvel onde o espaço cultural funciona, localizado na Gamboa, de junto do quartel dos Aflitos, rumo ao Campo Grande.
Trata-se de uma vitória da autonomia cultural. Os gestores, por suposto novos proprietários, conseguiram mobilizar artistas, público, parceiros e instituições. Essa ação coletiva, exclusiva da sociedade civil, salvaguarda um patrimônio que pertence à memória afetiva e artística da nossa cidade.
Para celebrar essa conquista e seu aniversário, o Gamboa apresenta uma programação diversificada ao longo de julho, com exposições, shows e teatro. É a melhor forma de festejar: mantendo as portas abertas e o palco pulsante.
Destaque de julho – Entre os destaques da grade, o público poderá conferir a exposição “Cor-de-Rosa Choque”, de Rita Rocha, os shows de Monique Nascimento e o encontro musical de Lincoln Aguiar e Carlos Barros. Também estão na programação duplamente festiva a peça “Um Fio para Liberdade” e a tão aguardada apresentação de Nanashara Vaz.
Mais do que um palco, o Teatro Gamboa segue firme como um espaço essencial de criação, encontro e democratização do acesso à arte, fortalecendo a cena cultural baiana.
Voz geral na cena do teatro baiano é a importância crucial da teimosa casa de espetáculos para as novas gerações de artistas, sem nunca deixar de acolher, com o mesmo rigor e respeito, o poder cênico grisalho.
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“O Brasil é um Estado soberano, e a soberania se exerce com firmeza e serenidade. Nós temos certeza de que isto há de prevalecer, quer aqui na região, quer no concerto global das nações”
Edson Fachin, ministro do STF, sobre a hipótese de uso de força militar dos EUA em território nacional. A declaração foi feita durante um evento em São Paulo e ocorre em meio às ameaças e ataques dos EUA no mundo
Alerta pela saúde cardíaca
O Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca, celebrado hoje, 9 de julho, acende o sinal vermelho para uma doença silenciosa que afeta 2 milhões de brasileiros, com 240 mil novos casos anuais. Principal causa de internação cardiovascular no SUS, ela mata mais do que o câncer, mas o maior gargalo está na interrupção do tratamento por receio de efeitos colaterais. A terapia quádrupla padrão, baseada em remédios acessíveis, reduz mortes e recupera o músculo cardíaco se mantida com rigor. Salvar vidas depende da aplicação consistente do que é conhecido e já funciona no cuidado diário.
Lençóis disputa selo das Nações Unidas
A classificação para a disputa do selo Best Tourism Villages, concedido pela Nações Unidas, é a nova conquista do município de Lençóis, na Chapada Diamantina, um dos destinos mais queridos do País.
Lençóis está entre os sete selecionados pelo Ministério do Turismo, mediante análise qualitativa baseada em dados confiáveis de capacidade hoteleira e demanda de visitantes.
O selo Bet Tourism Villages é outorgado apenas se o município comprovar os cuidados com o meio ambiente, conforme a sustentação de compromisso com o turismo sustentável.
Também é levada em alta conta pelo comitê de avaliação, criado pela ONU Turismo, a preservação do casario histórico, um item especialmente protegido em Lençóis, conhecida como “Cidade Patrimônio”.
Neste recorte, o engajamento da sociedade civil tem contribuído com o poder público municipal, destacando-se o trabalho de cidadãos de referência, tendo como liderança, o produtor de licores artesanais de sabores exóticos, Clóvis Pereira.
– Lutamos para preservar os lampiões da iluminação pública, instalados quando ainda eram a gás, mas não é porque hoje tem energia elétrica, que vamos deixá-los sem manutenção, ao deus-dará – afirma Clóvis Pereira, o “Dindinho”.
O resultado da disputa pelo cobiçado selo das Nações Unidas será anunciado em dezembro, durante cerimônia da ONU Turismo, em Buenos Aires, grande pólo emissor de turistas para Lençóis até o recente declínio da economia argentina.
Outro motivo de celebração é o fato de os critérios “distribuição de renda” e “geração de empregos” não fazerem parte da grade de itens avaliados pelo comitê de Turismo das Nações Unidas.


