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Mulheres da Justiça fazem Julho das Pretas

Confira a coluna Tempo Presente desta quarta

Redação, com Paulo Leandro e  Miriam Hermes
Por Redação, com Paulo Leandro e Miriam Hermes
| Atualizada em
Imagem ilustrativa da imagem Mulheres da Justiça fazem Julho das Pretas
Foto: Divulgação/TJBA

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) anunciou para a próxima segunda-feira, às 14 horas, o “Julho das Pretas 2026”. Inspirado em Conceição Evaristo, o tema do encontro é “Nossa fala estilhaça a máscara do silêncio” – Mulheres Negras e Justiça Sociorracial”.

O “Julho das Pretas” é uma das escassas iniciativas propostas pelo Judiciário para debater temas de relevância em contato direto com a comunidade.

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Em um país onde as assimetrias históricas ainda moldam o topo das instituições, a centralidade desse debate no seio da magistratura baiana é não apenas pedagógica, mas urgente. O tribunal, ao abrir suas portas para essa pauta, reconhece que a neutralidade jurídica não pode se converter em omissão diante das vulnerabilidades que afetam as mulheres negras.

O encontro busca fomentar reflexões sobre equidade, acesso à justiça e enfrentamento ao racismo estrutural, condições necessárias para a cidadania engajar-se pelo bem comum.

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A proposta é fortalecer práticas constitucionais comprometidas com a promoção dos direitos humanos e com a construção de uma justiça inclusiva e antirracista. Mais do que um rito burocrático, o evento tensiona o papel do próprio Direito na reparação dessas fraturas sociais.

A iniciativa é da Coordenadoria da Mulher, por meio da Comissão Permanente de Igualdade, Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos Humanos (CIDIS).

Estão convidadas magistradas, magistrados, servidoras, especialistas e representantes de instituições públicas e sociedade civil.

Contando com a parceria do Fórum Permanente de Combate à Violência Doméstica da Unicorp, o “Julho das Pretas” será no auditório Olny Silva.

As declarações racistas e desumanizantes dirigidas contra o jogador francês Kylian Mbappé pela senadora paraguaia Celeste Amarilla são desprezíveis e, infelizmente, não são um caso isolado

Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, sobre ataques racistas contra Mbappé

Bahia ascendendo nos jogos

O Gamepólitan 2026, maior festival de jogos da Bahia, ocorre em Salvador entre o final de julho e início de agosto, consolidando o amadurecimento do mercado digital. Mais do que entretenimento, o evento é uma vitrine estratégica para a inovação e geração de negócios. Ao destacar títulos locais como ÁRIDA 2 e Gato no Cangaço, o festival impulsiona um ecossistema que já movimenta R$ 3,6 milhões anuais no Estado, segundo a Associação de Desenvolvedores de Jogos do Estado da Bahia (BIND). Fortalecer essa indústria especializada é validar o potencial da Bahia como polo produtor de tecnologia e economia criativa.

POUCAS & BOAS

  • A luta pela terra no Brasil ganha um registro histórico fundamental com o lançamento do documentário “14 de julho de 1986”, no próximo dia 11 na comunidade de Ouriçangas (BA). A obra resgata os 40 anos do Assentamento Angical, marco onde mil famílias sem-terra ocuparam 54 mil hectares desapropriados. Mais do que celebrar o passado, o filme expõe que a reforma agrária e a soberania alimentar seguem como pautas vivas e urgentes para o reordenamento fundiário e a justiça social.
  • Garantir atendimento humanizado e descentralizado é o único caminho viável para um SUS de fato resolutivo e eficiente. O Centro de Cirurgias Eletivas do município realizou ontem mais uma etapa de procedimentos de amígdala e adenoide, beneficiando 18 pacientes locais. Evitar que famílias vulneráveis sofram com deslocamentos exaustivos para outras cidades é mais que uma vitória administrativa; é um resgate necessário da dignidade e da saúde preventiva na região.
  • O desenvolvimento econômico regional só se sustenta quando valoriza a identidade local e promove a inclusão social. A Praça da Juventude, em Caetité, recebe nesta sexta-feira a 3ª Feira da Rede de Integração Oeste-Leste de Economia Solidária e Circular (RIOLESC), reunindo 28 microempreendedores da área de influência da ferrovia FIOL 1. Ao conectar o investimento em infraestrutura ao fortalecimento da economia solidária e circular, o projeto prova que o progresso real depende do fomento e da autonomia dos pequenos negócios do interior.
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Julho das Pretas mulheres negras TJBA

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