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NOVIDADE NO MUNDO

Nem casamento, nem namoro: nova tendência de relacionamento faz sucesso

Nova geração tem aproveitado cada vez mais desta forma de se relacionar

Luiz Almeida
Por Luiz Almeida
Agamia tem sido uma tendência no mundo
Agamia tem sido uma tendência no mundo - Foto: Freepik

Em um cenário em que as formas tradicionais de amar e se relacionar estão cada vez mais questionadas, surge uma tendência que tem conquistado principalmente os jovens da geração Z: a agamia.

Diferente do solteirismo ou do poliamor, o movimento rejeita totalmente a ideia de relacionamentos românticos e vínculos conjugais, propondo um estilo de vida focado na autonomia afetiva.

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Segundo dados do IBGE, em 2023 o Brasil contava com 81 milhões de pessoas solteiras, número superior ao de casados (63 milhões). Mas enquanto muitos solteiros ainda desejam encontrar um parceiro, os ágâmicos optam conscientemente por não ter nenhum tipo de relação amorosa ou conjugal.

A palavra agamia vem do grego: “a” (não) + “gamos” (união íntima ou casamento). Ela descreve quem não tem interesse em firmar vínculos afetivos tradicionais, o que inclui tanto o casamento quanto a decisão de ter filhos.

Agamia não é solteirice

Como explica a professora e antropóloga Heloisa Buarque de Almeida, da USP, ao jornal O Globo, há uma diferença clara entre ser solteiro e ser agâmico.

“O solteiro o é independentemente de querer ou não. Já o agâmico escolhe não ter um relacionamento”, afirma.

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Além disso, a especialista observa que as novas gerações tendem a buscar modelos de relação sem compromissos legais, longe do ideal romântico propagado por séculos no cinema, literatura e televisão.

Um fenômeno global

A agamia não é restrita ao Brasil. O estilo de vida vem se consolidando também em países como Estados Unidos, Japão e em diversas nações da América Latina.

Para muitos jovens, o modelo tradicional de casal não faz sentido. A espanhola Nerea Pérez de las Heras, criadora do podcast feminista We Will Come Out Better, defende que a agamia é uma forma de microfeminismo, pois questiona a hierarquia de afetos imposta pelo patriarcado que coloca o casal heteronormativo no topo.

Nem poliamor, nem “vida de solteiro”

Enquanto o poliamor propõe amar e se relacionar com várias pessoas ao mesmo tempo, a agamia simplesmente rejeita o conceito de relacionamento amoroso.

Diferente de quem está solteiro esperando encontrar um par, o agâmico não busca nem espera por isso. Vê a procura por parceiros como um fator que limita sua expressão vital.

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