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SEGUNDO CONTINENTE MAIS PRESENTE

África faz história e coloca nove seleções no mata-mata da Copa

Em 2018, nenhuma seleção africana chegou ao mata-mata, e em 2022, apenas duas conseguiram

Marina Branco
Por
África do Sul na Copa do Mundo
África do Sul na Copa do Mundo - Foto: FIFA

A Copa do Mundo de 2026 ainda nem chegou no mata-mata, mas já entrou para a história do futebol africano. Pela primeira vez, nove seleções do continente avançaram ao mata-mata do Mundial, dentre dez que jogaram a fase de grupos.

Das dez representantes africanas na competição, apenas a Tunísia ficou pelo caminho. África do Sul, Marrocos, Senegal, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Cabo Verde, Egito, Argélia e Gana seguem vivas na disputa pelo título.

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O desempenho quadruplica com folga o recorde anterior do continente em fases eliminatórias. Até então, o melhor resultado africano em número de classificadas havia sido de duas seleções, como aconteceu em 2014, com Nigéria e Argélia, e em 2022, com Marrocos e Senegal.

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A marca também está diretamente ligada ao novo formato da Copa do Mundo. Em 2026, o torneio passou a contar com 48 seleções e uma fase de 16 avos de final, ampliando o número de vagas e aumentando a presença de continentes que historicamente tinham menos representantes.

Ainda assim, o desempenho africano vai além da expansão do torneio. Apenas uma seleção do continente foi eliminada, reforçando a competitividade das equipes na fase de grupos. Integrante do Grupo F, a Tunísia perdeu para Suécia, Japão e Holanda e encerrou a participação sem pontuar.

Estreias no mata-mata

Entre as seleções africanas classificadas, algumas alcançaram o mata-mata pela primeira vez. África do Sul, Costa do Marfim, Egito, República Democrática do Congo e Cabo Verde conseguiram um feito inédito em suas histórias na competição.

Em sua primeira participação em Copas, Cabo Verde avançou em um grupo que tinha Espanha, Uruguai e Arábia Saudita, seleções com mais tradição no torneio, e se provou capaz de eliminar até mesmo os uruguaios.

Já a RD Congo venceu o Uzbequistão de virada por 3 a 1 e garantiu vaga na fase eliminatória pela primeira vez. Antes de 2026, o país havia disputado apenas uma Copa, em 1974, ainda como Zaire.

RD Congo na Copa do Mundo
RD Congo na Copa do Mundo - Foto: FIFA

Continente só fica atrás da Europa

Com nove representantes no mata-mata, a África se tornou o segundo continente com mais seleções classificadas para a fase eliminatória da Copa de 2026. A Europa lidera, com 13 equipes entre as 32 que seguem na competição.

Na América do Sul, por exemplo, apenas o Uruguai foi eliminado, enquanto as demais seleções, incluindo Equador e Paraguai, avançaram. Ainda assim, em quantidade absoluta de classificados, a África aparece como a segunda maior força desta etapa do Mundial.

Crescimento rápido

O aumento na representatividade africana foi, além de tudo, rápido. Na Copa de 2018 nenhuma seleção do continente conseguiu avançar ao mata-mata, acendendo debates sobre estrutura, competitividade e desenvolvimento das seleções nacionais.

Quatro anos depois, em 2022, Marrocos mudou a percepção ao fazer a melhor campanha africana da história, chegando à semifinal e sendo eliminado pela França. Senegal também avançou naquela edição, caindo nas oitavas.

Agora, em 2026, o continente não apenas mantém presença no mata-mata, como amplia essa participação em escala inédita.

Cabo Verde na Copa do Mundo
Cabo Verde na Copa do Mundo - Foto: FIFA

Quebra da barreira

Historicamente, a África demorou a romper a barreira da fase de grupos. A primeira seleção africana a avançar em uma Copa foi justamente Marrocos, em 1986, quando chegou às oitavas de final.

Desde então, o continente alternou campanhas promissoras com eliminações precoces. Camarões, Senegal, Gana e Marrocos já fizeram trajetórias marcantes, mas nunca havia ocorrido uma presença tão ampla de seleções africanas na fase eliminatória.

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Africa copa do mundo mata-mata

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