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Após polêmica, Fifa volta atrás e libera garrafas de água na Copa

Entidade flexibilizou regra após preocupações com o calor extremo

Iarla Queiroz
Por
Torcida do Brasil no Estádio Lusail
Torcida do Brasil no Estádio Lusail - Foto: Anne-Christine POUJOULAT / AFP

A poucos dias do início da Copa do Mundo, a Fifa decidiu recuar em uma das medidas mais criticadas por torcedores e especialistas em saúde. A entidade anunciou que permitirá a entrada de garrafas de água nos estádios do torneio após preocupações relacionadas às altas temperaturas previstas durante a competição.

A nova orientação vale para partidas realizadas nos Estados Unidos e no Canadá e autoriza que os torcedores levem uma garrafa de água descartável, de plástico flexível, com capacidade de até 590 ml e lacrada de fábrica.

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Mudança acontece após críticas

A decisão altera uma regra anunciada recentemente pela própria Fifa, que havia proibido a entrada de garrafas de água nos 16 estádios que receberão partidas do Mundial.

A restrição gerou questionamentos principalmente por causa das condições climáticas previstas para parte dos jogos, especialmente em cidades com pouca cobertura ou sombra para os torcedores.

Em publicação nas redes sociais, a entidade confirmou a flexibilização da medida e detalhou os critérios para a entrada da água nos estádios.

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Garrafas reutilizáveis seguem proibidas

Apesar da mudança, a Fifa manteve a proibição das garrafas reutilizáveis e rígidas.

Em vídeo divulgado pela organização, o diretor de operações da entidade, Heimo Schirgi, explicou que a restrição foi mantida por questões de segurança.

"Para que não haja dúvidas, garrafas de água reutilizáveis não podem ser levadas para o estádio", afirmou.

Antes da alteração mais recente, as regras permitiam a entrada de recipientes transparentes e reutilizáveis com capacidade de até um litro.

Calor preocupa especialistas

A decisão da Fifa ocorre em meio ao debate sobre os impactos das altas temperaturas durante a Copa do Mundo.

Especialistas alertaram que restringir o acesso à água poderia aumentar os riscos de problemas de saúde relacionados ao calor, tanto para atletas quanto para torcedores.

Uma pesquisa divulgada em maio apontou que cerca de 25% das partidas do Mundial de 2026 poderão ser disputadas em condições consideradas preocupantes do ponto de vista térmico.

Entidade promete medidas de resfriamento

Em comunicado, a Fifa informou que trabalha em conjunto com as cidades-sede para implementar ações que minimizem os efeitos do calor.

Entre as medidas previstas estão estações de nebulização, ventiladores, pontos de hidratação, tendas de resfriamento e outras estruturas voltadas ao conforto do público nos arredores dos estádios.

A entidade também informou que os preços da água comercializada dentro dos estádios seguirão os padrões praticados em outros eventos realizados nas arenas.

Quais são os riscos da exposição ao calor?

Segundo especialistas, a combinação entre altas temperaturas e esforço físico pode provocar diferentes problemas de saúde.

Entre os efeitos mais comuns observados em atletas estão câimbras, exaustão pelo calor e insolação.

Já entre jogadores e torcedores, alguns sinais podem indicar que o organismo está sofrendo com o excesso de calor.

Os principais sintomas incluem:

  • Tontura;
  • Sensação de desmaio;
  • Falta de coordenação motora;
  • Fadiga;
  • Dor de cabeça;
  • Visão embaçada;
  • Dores musculares;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Convulsões.

Nos casos mais graves, a temperatura corporal pode ultrapassar os 40°C, elevando o risco de complicações neurológicas.

Por isso, especialistas reforçam que a hidratação constante será fundamental durante a Copa do Mundo, especialmente nas partidas disputadas sob calor intenso.

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