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Calor extremo pode afetar desempenho de atletas em 97 jogos da Copa do Mundo

Diante da situação, a Fifa anunciou medidas para reduzir os riscos

Edvaldo Sales
Por
Fifa anunciou medidas para reduzir os riscos causados pelo calor
Fifa anunciou medidas para reduzir os riscos causados pelo calor - Foto: AFP

Um estudo da organização Climate Central revelou que as mudanças climáticas elevaram a probabilidade de calor suficiente para prejudicar o rendimento dos jogadores em 97 dos 104 jogos programados para a Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, México e Canadá.

A pesquisa utilizou como referência temperaturas acima de 28°C, faixa que pesquisas científicas associam à redução da intensidade física durante as partidas.

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Dentro desses cenários, os jogadores tendem a sofrer os seguintes impactos:

  • Correr menos;
  • Diminuir a frequência de arrancadas;
  • Percorrer distâncias menores;
  • Apresentar recuperação mais lenta, alterando inclusive o ritmo e a dinâmica do jogo.

O estudo aponta que cerca de um quarto das partidas poderá ser disputado sob condições de estresse térmico.

As cidades que apresentam maior risco de registrar temperaturas superiores a 35°C durante o período da competição são Monterrey, Dallas e Miami.

Já a umidade elevada em locais como Houston e Miami pode intensificar ainda mais a sensação de calor.

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Meses mais quentes

O aumento da temperatura média do planeta tornou os meses de junho e julho significativamente mais quentes em 14 das 16 cidades que receberão jogos neste ano.

Por outro lado, sedes como Toronto e Vancouver aparecem entre as menos suscetíveis ao calor extremo, embora também possam ser impactadas por eventuais ondas de calor.

Redução de riscos

Diante da situação, a Fifa anunciou medidas para reduzir os riscos, como:

  • Pausas obrigatórias para hidratação durante as partidas
  • Priorização de horários menos quentes em parte do calendário

No entanto, especialistas e atletas têm questionado se as iniciativas são suficientes diante das projeções climáticas.

A entidade também voltou atrás na decisão inicial de proibir a entrada de garrafas de água nos estádios para o público, após alertas sobre o risco de desidratação entre os torcedores.

O secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, Simon Stiell, defendeu que as pausas para hidratação sirvam como lembrete dos impactos do aquecimento global e da necessidade de reduzir as emissões de combustíveis fósseis.

Riscos à saúde

Os pesquisadores alertaram que, além dos efeitos sobre o espetáculo esportivo, o calor excessivo pode representar riscos à saúde de atletas e espectadores, especialmente em estádios abertos localizados nas regiões mais quentes da América do Norte.

De acordo com estudos recentes, a combinação entre altas temperaturas e umidade tende a dificultar o resfriamento natural do corpo, aumentando o risco de exaustão térmica durante atividades físicas intensas.

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