ACUSAÇÕES
Caso Mbappé: senadora paraguaia faz ameaça e cita prisão de Ronaldinho
Em declarações nesta terça, a senadora Celeste Amarilla desafiou publicamente o atacante da França


A polêmica envolvendo Kylian Mbappé e a senadora paraguaia Celeste Amarilla escalou para um conflito diplomático e político sem precedentes após o duelo pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
O que começou como uma crítica ao comportamento do atacante francês em campo transformou-se em uma série de ameaças judiciais e acusações graves contra a cúpula do futebol sul-americano.
Ameaças e a citação a Ronaldinho
Em declarações contundentes divulgadas nesta terça-feira, 07, a senadora Celeste Amarilla desafiou publicamente o atacante da França. Ao exigir uma retratação por parte do jogador, Amarilla não poupou tons intimidatórios:
"Se sabe ler que leia minha carta, escrevi em espanhol e francês. Digo a Mbappé que se cuide, não se meta com os paraguaios. Aqui já prendemos Ronaldinho por 'corruptinho'. Não me subestime, eu posso te processar, contrate um advogado e verá que posso ganhar", afirmou a parlamentar.
Interesses políticos e "Fifa Gate"
O conflito tomou contornos mais amplos quando a senadora vinculou a disputa a uma suposta rede de corrupção que envolveria dirigentes da Conmebol e da FIFA.
Amarilla atacou diretamente Alejandro Domínguez (presidente da Conmebol) e Robert Harrison (presidente da Associação Paraguaia de Futebol), acusando-os de utilizar os lucros do futebol para financiar ambições políticas nacionais.
"Os paraguaios devem se lembrar de mim quando chegar o momento eleitoral. Eles vêm com o dinheiro do futebol, da propina recebida pela votação da sede das Copas, algo que já foi exposto no 'Fifa Gate'", declarou.
Segundo a senadora, a controvérsia atual não é apenas um embate pessoal entre ela e Mbappé, mas parte de uma tentativa de "poderes fáticos" de controlar países através de influência financeira.
Veja o vídeo das declarações
Repercussão e implicações jurídicas
A Federação Francesa de Futebol (FFF) mantém o posicionamento de levar o caso às autoridades competentes, tratando as falas iniciais da senadora como atos de racismo e injúria.
Especialistas em direito internacional observam que a tentativa de Amarilla em internacionalizar o conflito, unindo temas de corrupção sistêmica ao incidente esportivo, coloca o governo do Paraguai em uma situação diplomática delicada perante a comunidade internacional e a FIFA.
Até o momento, nem a Conmebol nem a presidência do Paraguai emitiram notas oficiais sobre as acusações de corrupção feitas pela parlamentar, mantendo o caso como um dos assuntos mais debatidos na imprensa esportiva e política da América Latina.


