ESACALAÇÃO DO MISTER
Com Paquetá fora, baiano pode ser titular do Brasil contra a Noruega
Ancelotti pode usar Danilo, Neymar, Endrick ou Gabriel Martinelli para preencher a vaga


A lesão de Lucas Paquetá abriu uma vaga no meio-campo da Seleção Brasileira - e pode ser justamente essa chance que vai dar ao baiano Danilo Santos a primeira grande oportunidade como titular em um mata-mata de Copa do Mundo.
Com a saída de Paquetá, o jogador do Botafogo aparece como a opção mais viável para Carlo Ancelotti manter a estrutura da equipe no duelo contra a Noruega, pelas oitavas de final.
Leia Também:
Paquetá deixou o gramado mancando ainda no primeiro tempo da vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na segunda fase da Copa, tendo uma lesão muscular na coxa esquerda e dificilmente voltando a atuar no Mundial.
A baixa, então, obriga Ancelotti a mexer em uma formação que vinha sendo repetida e que parecia próxima do "11 ideal" da Seleção.
Entre as alternativas, Danilo é quem menos altera a lógica do time. A entrada do meio-campista preservaria o trio no setor, com Casemiro mais recuado, Bruno Guimarães na construção e mais um jogador com capacidade de ocupar espaços, pressionar e dar dinâmica ao meio.
Danilo mexe menos na estrutura
A possibilidade de Danilo começar jogando ganhou força justamente por ser a mudança mais simples do ponto de vista tático. Com ele, Ancelotti não precisaria transformar o Brasil em uma equipe excessivamente ofensiva nem desmontar o equilíbrio que vinha buscando desde a fase de grupos.
Danilo já vinha sendo utilizado por Ancelotti ao longo da Copa, mas ainda sem grande minutagem. No Mundial, o camisa 18 entrou por poucos minutos contra Marrocos e Haiti, e também foi acionado contra o Japão, mas ficou tão pouco tempo em campo que sequer chegou a tocar na bola.

Mesmo assim, o jogador ganhou a confiança da comissão técnica. Antes da estreia, havia dúvida sobre quem começaria a Copa como titular no setor, já que Danilo e Paquetá chegaram a atuar juntos no amistoso contra o Panamá.
Agora, com Paquetá fora, o baiano volta a aparecer como candidato direto à vaga. Se for escolhido, terá pela frente um dos jogos mais exigentes da campanha brasileira: a Noruega de Erling Haaland, adversária física, organizada e perigosa nas transições.
Outras opções
Ancelotti tem outras alternativas para substituir Paquetá, mas todas exigiriam mudanças maiores no desenho da equipe. Neymar, Endrick e Gabriel Martinelli aparecem como possibilidades, cada um com impactos diferentes no funcionamento do time.
Neymar seria a opção de maior peso técnico e poder de decisão. O camisa 10 atuou por 14 minutos contra a Escócia e já está recuperado de lesão, mas ainda não oferece a mesma intensidade de Paquetá na recomposição e na pressão sem bola.
Já Endrick foi o escolhido por Ancelotti no momento em que Paquetá deixou o campo contra o Japão. O atacante entrou mais centralizado, enquanto Matheus Cunha passou a jogar um pouco mais longe da área, gerando uma alternativa que aproximaria o Brasil de uma formação com quatro atacantes.

Além dele, Martinelli também ganhou moral depois de marcar o gol da vitória contra o Japão. O atacante do Arsenal entrou em uma função mais centralizada, fazendo dupla com Endrick, enquanto Vini Jr e Rayan ficaram abertos pelos lados. A atuação mostrou que ele pode ser usado por dentro, mas também deixaria a Seleção com uma formação mais agressiva.


