A BRUXA TÁ SOLTA!
Brasil perde seis jogadores por lesão antes das oitavas da Copa
Estêvão, Éder Militão, Rodrygo, Wesley, Raphinha e Paquetá desfalcaram os planos de Ancelotti


A Seleção Brasileira chega às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 com um problema que já virou marca da campanha - as lesões. Com a lesão muscular na coxa esquerda após a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, Lucas Paquetá se tornou o sexto jogador considerado titular ou de presença frequente nas convocações perdido por Carlo Ancelotti no ciclo do Mundial.
Antes do meia, o Brasil já havia ficado sem Estêvão, Éder Militão, Rodrygo, Wesley e Raphinha por problemas físicos em diferentes momentos da preparação e da competição. A sequência de baixas obrigou a comissão técnica a reorganizar setores inteiros do time e volta a pesar justamente antes do duelo contra a Noruega, no domingo, às 17h, em Nova Jersey.
Paquetá foi substituído ainda no primeiro tempo contra o Japão, com avaliação inicial indicando uma lesão mais séria do que parecia no momento da troca. Assim, a tendência é que o meio-campista não volte a atuar nesta Copa, a menos que conseguisse entrar em campo em uma eventual final, marcada para 19 de julho.
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Seis baixas no caminho do Brasil
A lista de problemas físicos começou ainda antes da bola rolar no Mundial. Estêvão, do Chelsea, ficou fora da convocação final depois de sofrer uma ruptura de grau 4 no músculo posterior da coxa direita, lesão grave em que praticamente todas as fibras se rompem.
Éder Militão, zagueiro do Real Madrid, também não ficou à disposição, lesionando o tendão proximal do bíceps femoral da coxa esquerda e precisando passar por cirurgia.
Rodrygo, também do Real Madrid, foi outro nome perdido no ciclo, ampliando a relação de jogadores importantes que Ancelotti não conseguiu utilizar na reta mais importante da Seleção.

Já durante a preparação imediata para a Copa, Wesley virou baixa definitiva. O lateral-direito se lesionou no amistoso contra o Egito, no dia 6 de junho, ainda em solo norte-americano, e teve diagnosticada uma lesão grau 3 no músculo adutor da coxa esquerda.
Como o prazo de recuperação foi estimado em cerca de 40 dias, o jogador acabou cortado. Éderson, da Atalanta, foi chamado para sua vaga.
Na fase de grupos, foi a vez de Raphinha. O atacante sentiu o músculo posterior da coxa direita na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti e ficou fora dos jogos contra Escócia e Japão. Rayan assumiu a vaga no ataque.
Agora, Paquetá completa a lista e aumenta a sensação de que o Brasil atravessa a Copa tentando sobreviver também ao próprio departamento médico.
Paquetá não será cortado da delegação brasileira
Apesar do cenário preocupante, Lucas Paquetá não será cortado da delegação brasileira. A CBF confirmou a lesão muscular, mas não divulgou prazo oficial de recuperação.
Internamente, a possibilidade de o meia voltar a jogar antes de uma eventual final é considerada pequena. Por isso, a tendência é que Ancelotti precise planejar o restante do mata-mata sem um dos jogadores mais usados no meio-campo.
A ausência de Paquetá afeta principalmente a construção ofensiva e a recomposição pelo setor, já que o jogador vinha sendo peça importante na ligação entre meio e ataque, além de contribuir na pressão sem bola.

Terceira lesão muscular em jogador do Brasil durante a Copa
Se o recorte for apenas a estadia da Seleção nos Estados Unidos para a reta final de preparação e disputa da Copa, Paquetá já é a terceira vítima muscular do grupo, que ainda nem disputou as oitavas de final.
Wesley foi o primeiro, ainda antes da estreia. Depois, Raphinha se machucou contra o Haiti. Agora, Paquetá deixa o jogo contra o Japão com lesão na coxa esquerda.
A repetição de problemas musculares chama atenção em uma fase de calendário apertado, viagens longas, treinos controlados e jogos decisivos em sequência, e no mata-mata, o tempo de recuperação entre uma partida e outra fica ainda mais curto.
Raphinha evolui e pode voltar ao banco
Em meio às más notícias, Raphinha é quem mais avança no processo de recuperação. O atacante voltou a fazer trabalhos físicos no campo em Nova Jersey e apareceu correndo no gramado, alongando ao lado do preparador físico Cristiano Nunes e calçando chuteiras durante a atividade.

O jogador ainda treinou separado do restante do grupo, com acompanhamento da fisioterapia, mas a evolução é vista como positiva. A expectativa é que Raphinha seja reavaliado nos próximos dias, podendo iniciar no banco de reservas contra a Noruega, embora a comissão técnica ainda trate o retorno com cautela.


