POLÊMICA
FIFA investiga árbitro que fez suposto gesto de supremacia branca
Shaun Evans foi responsável por supervisionar o VAR da partida entre Alemanha e Curaçao


A Fifa abriu uma investigação para apurar a conduta do australiano Shaun Evans, supervisor do Árbitro de Vídeo (VAR) na partida entre Alemanha e Curaçao, no último domingo, 14, pela fase de grupos da Copa do Mundo 2026. O árbitro teria feito um suposto gesto apontado como alusão à supremacia branca.
O ato aconteceu ainda durante a apresentação da equipe de arbitragem de vídeo no duelo válido pela primeira rodada do Grupo E. Com a mão direita, Evans aparece em pé realizando o sinal que gerou interpretações polêmicas.
Entenda o gesto
O gesto, formado por três dedos estendidos que lembram a letra 'W' e um círculo entre o polegar e indicador, que remete à letra 'P', pode ser lido como a sigla WP de 'White Power'. A expressão, que significa 'Poder Branco' em português, é associada a ideologias racistas sobre a superioridade de pessoas brancas em relação a outras etnias.
Inicialmente, o uso desse sinal surgiu em 2017 como uma brincadeira em fóruns online nos Estados Unidos. Com o tempo, no entanto, passou a ser adotado por grupos extremistas como forma de demonstrar apoio ao movimento supremacista branco. Desde 2019, o gesto é amplamente reconhecido como ofensivo.
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O árbitro
Shaun Evans atua como árbitro profissional desde 2004 e é vinculado à Federação de Futebol da Austrália. Ele estreou em Copas do Mundo na edição de 2022, no Catar, também trabalhando com arbitragem de vídeo.
A Fifa informou que abriu uma apuração sobre o caso e deve se pronunciar em breve. Até o momento, a Federação Australiana de Futebol não comentou o episódio.


