MUNDO
Em meio a protestos, Seleção do Irã chega aos EUA para Copa do Mundo
Iranianos jogarão a primeira partida da competição nesta segunda-feira, 15


A Seleção do Irã iniciará a participação na Copa do Mundo nesta segunda-feira, 15, em jogo contra a Nova Zelândia. Desta forma, os jogadores chegaram aos Estados Unidos no domingo, 14, sob protesto, diante do clima de guerra e, na mesma data, fizeram reconhecimento do estádio.
O Irã só teve autorização americana para entrar no país um dia antes do jogo e, logo após a partida, o elenco terá que retornar ao México imediatamente.
No mesmo momento em que os jogadores desembarcavam em Los Angeles, havia um protesto contra o regime do país, em defesa ao retorno da monarquia, sob o regime do filho do antigo xá, Reza Pahlavi, retirado do poder na Revolução de 1979. No local, havia bandeiras de ambos países.
Manifestantes se reuniram em torno do hotel, planejando juntar cerca de 35 mil para protestar no SoFi Stadium no jogo. Esta é a primeira vez que um anfitrião da Copa recebe uma nação com a qual está em guerra.
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Tensão pré-jogo
Durante uma coletiva de imprensa, Mehdi Taremi, astro da seleção, Mehdi Taremi, sugeriu que a guerra vai contra a mensagem da Fifa de que o futebol "traz a paz". No entanto, ele foi interrompido pela Federação.
"Sinto a tensão desde o momento em que chegamos. Não é só o Irã que foi afetado, outros, incluindo os árbitros, também foram. Senti a tensão assim que cheguei", afirmou Taremi.
Para a partida, a Fifa proibiu a exibição de bandeiras iranianas pré-revolucionárias em jogos. O regime iraniano ameaçou interromper as partidas caso bandeiras não autorizadas sejam exibidas ou no caso de cânticos vindos das arquibancadas.
Acordo de paz
O caso ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a assinatura de um acordo de paz com o governo de Teerã, após quatro meses de conflito. A cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para a próxima sexta-feira, 19, na Suíça.
No entanto, o Irã apresentou uma lista com 14 exigências para avançar com acordo. Entre elas estão:
- Interrupção imediata dos conflitos;
- compromisso dos EUA de não interferir em assuntos internos;
- retirada de forças americanas da região,;
- fim das sanções ao petróleo do país;
- reabertura do Estreito de Ormuz em até 30 dias.


