COPA DO MUNDO
México quebra tabu e vence abertura da Copa pela primeira vez
Os mexicanos venceram o jogo de abertura pela primeira vez em oito partidas disputadas


O México começou a Copa do Mundo de 2026 fazendo história dentro de casa. No Estádio Azteca, nesta quinta-feira, 11, a seleção mexicana venceu a África do Sul por 2 a 0, pela primeira rodada do Grupo A, e encerrou um tabu que atravessava quase um século - pela primeira vez, o país venceu uma partida de abertura de Mundial.
Os gols da vitória foram marcados por Julián Andrés Quiñones, aos 9 minutos, e Raúl Jiménez, aos 67. O resultado confirmou uma noite simbólica para os mexicanos, que entraram em campo não apenas com a responsabilidade de inaugurar a maior Copa da história, mas também carregando um retrospecto incômodo em jogos inaugurais.
Antes da edição de 2026, o México havia disputado sete partidas de abertura de Copa do Mundo e nunca tinha vencido. Eram cinco derrotas e dois empates desde 1930, na primeira edição do torneio.
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O México é um dos três países-sede da Copa de 2026, ao lado de Estados Unidos e Canadá, e ficou responsável por abrir o torneio no Estádio Azteca, um dos palcos mais emblemáticos do futebol mundial.
O estádio já havia recebido finais históricas, como as Copas de 1970 e 1986, marcadas pelos títulos do Brasil de Pelé e da Argentina de Maradona. Agora, voltou ao centro do mundo para a abertura do primeiro Mundial com 48 seleções.
Reencontro com a África do Sul
O adversário da estreia tornava o roteiro ainda mais curioso, já que a África do Sul havia sido justamente a última seleção enfrentada pelo México em uma abertura de Copa do Mundo, em 2010.
Naquele Mundial, disputado pela primeira vez no continente africano, os sul-africanos eram os anfitriões e abriram o torneio contra os mexicanos no Soccer City, em Joanesburgo. A partida terminou empatada em 1 a 1, com gol histórico de Tshabalala para os donos da casa e empate de Rafa Márquez para o México.

Dezesseis anos depois, os papéis se inverteram. Desta vez, o México era o anfitrião, jogava em casa e reencontrava a África do Sul com a chance de transformar a lembrança do empate em vitória histórica - exatamente o que aconteceu.
Histórico do tabu
A relação mexicana com jogos inaugurais começou em 1930, no Uruguai, na primeira Copa do Mundo da história. Na ocasião, o México enfrentou a França na partida que abriu oficialmente o torneio e perdeu por 4 a 1.
A partir dali, a seleção voltaria a participar de várias aberturas, mas sempre sem conseguir vencer. Em 1950, no Brasil, enfrentou a Seleção Brasileira no Maracanã e foi goleada por 4 a 0. Quatro anos depois, na Suíça, voltou a cruzar o caminho brasileiro e sofreu nova derrota pesada, por 5 a 0.

Em 1962, no Chile, o adversário foi novamente o Brasil, que defendia o título mundial conquistado quatro anos antes. A seleção mexicana perdeu por 2 a 0 para a equipe que terminaria aquela Copa com o bicampeonato.
A primeira abertura sem derrota veio em 1970, quando o México sediou a Copa pela primeira vez. No Estádio Azteca, a seleção empatou por 0 a 0 com a União Soviética. O segundo empate aconteceu em 2010, contra a África do Sul, no 1 a 1 em Joanesburgo.
Retrospecto do México em jogos de abertura
- 1930: França 4 x 1 México
- 1950: Brasil 4 x 0 México
- 1954: Brasil 5 x 0 México
- 1962: Brasil 2 x 0 México
- 1970: México 0 x 0 União Soviética
- 2010: África do Sul 1 x 1 México
- 2026: México 2 x 0 África do Sul
Aberturas mudaram ao longo da história
Nas primeiras edições, o torneio nem sempre começava com uma partida isolada. Até 1962, confrontos da primeira rodada podiam acontecer simultaneamente, ainda que um deles fosse considerado o jogo inaugural.
A partir de 1966, na Inglaterra, a Fifa passou a organizar uma abertura exclusiva, com a seleção anfitriã em campo diante de um cenário cerimonial. Em 1974, o privilégio passou a ser do atual campeão mundial, modelo mantido até 2002.
Desde 2006, a entidade voltou a dar ao país-sede a honra de disputar o primeiro jogo. Em 2026, o México herdou esse papel por ser um dos anfitriões do torneio, e aproveitou a chance para fazer o que nunca havia conseguido.


