COPA DO MUNDO
Policiais e manifestantes entram em confronto durante estreia da Copa
Protestos aconteciam do lado de fora do Estádio Azteca, que recebeu o jogo de abertura do torneio

Enquanto acontecia o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2026, que terminou com a vitória do México por 2 a 0 sobre a África do Sul, dezenas de manifestantes entraram em confronto com policiais nas proximidades do Estádio Azteca. O protesto organizado nesta quinta-feira, 11, exigia melhorias na educação e justiça por pessoas desaparecidas.
A mãe de um dos desaparecidos deu um relato emocionante ao jornal mexicano La Silla Rota: “Meu filho gostaria de estar no Azetca. Ele desapareceu em 5 de maio de 2024 e ainda não voltou. Ele seria um dos primeiros, era apaixonado por futebol”.
📢 “¡Hija, escucha, tu madre está en la lucha!” Madres buscadoras se manifiestan en el Ángel de la Independencia a minutos de la ceremonia inaugural del Mundial y del partido México vs. Sudáfrica. ⚽#RFmx #Imperdible #SomosLocales pic.twitter.com/gXbI7QKWAR
— Grupo Fórmula (@Radio_Formula) June 11, 2026
Em certo momento, o grupo que reunia professores, estudantes e familiares dos desaparecidos removeu algumas barreiras que protegiam o perímetro do estádio e entrou em confronto corporal com os agentes que faziam a segurança do local.
Armados com paus e tacos, alguns jovens presentes no protesto chegaram a quebrar os vidros de viaturas policiais.
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Os policiais lançaram gás lacrimogêneo para tentar dispersar os manifestantes, que transitavam pelos arredores do Azteca. Agentes paramentados também tentaram conter os manifestantes.
Protestos
Desde a última semana, o México vem registrando uma série de manifestações. Uma das manifestações critica os investimentos do governo mexicano na realização do Mundial enquanto cerca de 130 mil pessoas seguem desaparecidas no país, segundo dados oficiais.
Além disso, um grupo dissidente do sindicato da educação colocou em dúvida a abertura da “Fan Fest” da Fifa, localizada na praça do Zócalo, onde também fica o palácio presidencial. Os manifestantes reivindicam um aumento salarial e a revogação de uma lei de pensões, considerada inviável pelo governo da presidente Claudia Sheinbaum.


