COPA DO MUNDO
Saiba os motivos que devem deixar Neymar no banco contra o Japão
Camisa 10 já foi liberado pela equipe médica da Seleção Brasileira

A Seleção Brasileira segue em preparação para o confronto contra o Japão, agendado para a próxima segunda-feira, 29, às 14h (de Brasília), válido pelos 16-avos de final da Copa do Mundo de 2026. Recuperado de uma lesão na panturrilha, o atacante Neymar foi liberado pelo departamento médico e está à disposição do técnico Carlo Ancelotti, mas a tendência é que o camisa 10 inicie a partida no banco de reservas.
Apesar de o atleta já treinar normalmente com o grupo, a comissão técnica avalia critérios táticos e físicos para postergar o seu retorno ao time titular.
Os fatores que mantêm o camisa 10 na reserva
1. Equilíbrio do sistema ofensivo
O principal argumento para a manutenção da equipe é o rendimento coletivo apresentado na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia. A trinca de meio-campo composta por Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá garantiu maior intensidade na pressão pós-perda e deu sustentação para o trio de ataque formado por Vinícius Júnior, Matheus Cunha e Rayan.
Uma eventual entrada de Neymar na vaga de Matheus Cunha alteraria a dinâmica sem bola da equipe, uma vez que o atual centroavante titular vive grande fase técnica — acumula três gols no torneio — e cumpre papel defensivo na recomposição.

2. Déficit de ritmo de jogo
O aspecto físico é tratado com extrema cautela pela comissão técnica. Neymar enfrentou um período de inatividade superior a um mês devido à contusão. Sua última atuação de alta minutagem ocorreu em 5 de maio, quando defendeu o Santos no empate contra o Deportivo Recoleta, pela Copa Sul-Americana. Enfrentar a seleção japonesa, caracterizada pela transição em velocidade e imposição física, exige um cuidado maior no tempo de exposição do atleta.
Leia Também:
Repercussão digital e análise de dados das redes sociais
A breve participação de Neymar no último jogo também gerou debates no ambiente digital. O atacante atuou por cerca de 14 minutos no segundo tempo contra a Escócia, apresentando uma postura discreta e sem ações decisivas no terço final do campo.
Um levantamento métrico realizado pela empresa Vox Radar indicou que o camisa 10 foi o atleta mais criticado pelas torcidas nas plataformas digitais após o apito final.
- Mensões totais aos atletas: 83.000 publicações;
- Sentimento rejeição à titularidade: 71%;
- Termos mais associados: "O Brasil joga melhor sem o Neymar" e memes correlatos.
De acordo com a analista de mídias sociais Sofia Sampaio, o pico de menções negativas reflete o comportamento imediatista do público e o desejo da maioria dos usuários pela manutenção do atual esquema tático. Em contrapartida, o ponta-esquerda Vinícius Júnior liderou o ranking de interações positivas e elogios por parte dos torcedores após a classificação brasileira.



