COPA DO MUNDO
Sonha em ir à Copa de 2030? Saiba quanto custa e quanto guardar
Mundial será disputado em seis países e exigirá planejamento financeiro


Enquanto aCopa do Mundo de 2026 se aproxima do fim, muitos torcedores brasileiros já começam a fazer as contas para viver de perto a próxima edição do torneio. Pela primeira vez na história, o Mundial será realizado em seis países e em três continentes, tornando a logística da viagem mais complexa — e também mais cara.
Embora a Fifa ainda não tenha divulgado os preços oficiais de ingressos, passagens ou pacotes, especialistas do mercado financeiro e do turismo já projetam quanto um brasileiro pode precisar desembolsar para acompanhar os jogos da Seleção em 2030. As estimativas variam conforme o padrão da viagem, mas apontam que o investimento pode superar os R$ 50 mil em alguns casos.
Quanto custa viajar para a Copa de 2030?
Ainda é cedo para saber quanto custará exatamente uma viagem ao Mundial, já que passagens aéreas, hospedagens e ingressos para o período da competição ainda não estão disponíveis para venda.
Mesmo assim, projeções feitas com base nos preços atuais do turismo internacional e no comportamento do mercado durante a Copa de 2026 indicam que um torcedor brasileiro deverá gastar entre R$ 25 mil e R$ 50 mil para permanecer cerca de 10 a 15 dias acompanhando os jogos na Europa e no Marrocos.
Em cenários mais confortáveis — ou para quem pretende assistir a mais partidas — o orçamento pode ficar entre R$ 45 mil e R$ 65 mil.
Já quem sonha em acompanhar também os jogos comemorativos do centenário, previstos para Argentina, Uruguai e Paraguai antes da abertura oficial da competição, pode precisar investir mais de R$ 70 mil, considerando os deslocamentos entre continentes.

Onde o dinheiro será gasto?
Passagens e hospedagem devem consumir a maior parte do orçamento.
Com base nas estimativas divulgadas por especialistas, os principais custos da viagem deverão ser:
- Passagens aéreas internacionais: entre R$ 6 mil e R$ 8 mil;
- Hospedagem: de R$ 5 mil a R$ 8 mil;
- Alimentação: entre R$ 3,5 mil e R$ 5 mil;
- Ingressos para os jogos: de R$ 2 mil a R$ 5 mil;
- Transporte entre cidades: entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil;
- Seguro-viagem, passeios e imprevistos: de R$ 5 mil a R$ 7 mil.
Os valores são estimativas e podem sofrer alterações conforme a cotação do euro, a inflação, a cidade escolhida e o número de partidas acompanhadas.
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Quanto guardar por mês?
Como faltam cerca de quatro anos para o torneio, especialistas avaliam que este é um bom momento para começar uma reserva exclusiva para a viagem.
Considerando um objetivo de aproximadamente R$ 35 mil, o torcedor precisaria guardar algo entre R$ 750 e R$ 850 por mês até o início da competição.
Para quem pretende fazer uma viagem mais econômica, estimada em R$ 25 mil, o esforço mensal ficaria próximo de R$ 520.
Já um orçamento de R$ 50 mil exigiria aportes superiores a R$ 1 mil por mês.
Outra estratégia apontada por planejadores financeiros é estabelecer a meta diretamente em euro. Nesse cenário, a recomendação seria acumular cerca de 10 mil euros até 2030, o equivalente a aproximadamente 208 euros por mês, reduzindo o impacto das oscilações cambiais.

Vale a pena comprar euro desde já?
Para especialistas em planejamento financeiro, quem pretende viajar para a Europa pode reduzir parte dos riscos comprando euros gradualmente ao longo dos próximos anos, em vez de deixar para adquirir toda a moeda perto da viagem.
Essa estratégia ajuda a diluir as oscilações do câmbio e evita que uma eventual alta da moeda europeia aumente significativamente o custo da viagem.
Independentemente da forma escolhida para guardar o dinheiro, a recomendação é manter uma reserva separada das despesas do dia a dia e priorizar aplicações conservadoras, já que o objetivo é preservar os recursos até a compra das passagens e dos ingressos.

Qual país tende a ser mais barato?
Entre os principais anfitriões, o Marrocos aparece como o destino com menor custo para alimentação e hospedagem atualmente. No entanto, especialistas alertam que a realização da Copa pode elevar significativamente os preços durante o torneio.
A Espanha tende a oferecer maior variedade de opções de hotéis e restaurantes, o que favorece diferentes perfis de orçamento, embora cidades como Barcelona tradicionalmente tenham custos mais elevados.
Já Portugal é apontado como o destino mais caro entre os três principais países-sede. Nos últimos anos, o aumento do turismo e da procura por imóveis impulsionou os preços em cidades como Lisboa e Porto.
Na América do Sul, o Paraguai costuma apresentar custos menores para turistas, enquanto o Uruguai é historicamente um dos destinos mais caros da região. A Argentina, por sua vez, segue como uma incógnita devido às constantes oscilações econômicas.

Quando começar a comprar passagens?
Apesar de o planejamento financeiro poder começar agora, especialistas lembram que passagens aéreas e hospedagens normalmente só ficam disponíveis cerca de um ano antes da competição.
Por isso, a orientação é usar os próximos anos para formar a reserva financeira e acompanhar a divulgação do calendário oficial da Fifa. Quando as vendas forem abertas, quem já tiver o dinheiro reservado terá mais chances de aproveitar preços melhores e maior disponibilidade de voos e hotéis.


