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FESTA É NEGÓCIO

Curso explora impacto econômico e simbólico das celebrações brasileiras

Cleidiana Ramos lança curso sobre antropologia das festas e religiosidades no Brasil

Mariana Abreu*
Por Mariana Abreu*

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Antropóloga Cleidiana Ramos promove curso online
Antropóloga Cleidiana Ramos promove curso online - Foto: Arquivo pessoal

A compreensão de que as festas são elementos extremamente importantes na formação do povo brasileiro é o que leva a jornalista, professora e doutora em Antropologia Cleidiana Ramos lançar o curso “Festas e Religiosidades no Brasil: Memória, Encontro e Encruzilhadas”, uma parceria entre a Umbu Comunicação & Cultura e a I-OMI Soluções.

Os encontros, que acontecem neste mês de maio, nos dias 20, 22, 27 e 29, das 19h às 21h30, por meio da plataforma Meet, procura aprofundar o conhecimento acerca das festas populares – especialmente aquelas que ocupam o espaço público, como o Carnaval e as festas de largos – e a sua identificação enquanto territórios de encontros entre culturas religiosas, mas também de disputas.

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“As festas não são apenas celebrações, mas eventos que abrem perspectivas para compreendermos memórias, tensões, conflitos e capacidades de reinvenção. Além disso, são um dos mais importantes patrimônios simbólicos que um estado como a Bahia têm”, destaca a professora, que ressalta o potencial das festas como negócios que geram emprego, trabalho e renda.

Para além de “algazarra”

Para Cleidiana, a proposta principal é compreender como esses eventos se articulam com dimensões simbólicas, políticas, econômicas e identitárias do Brasil contemporâneo.

“Elas devem ser vistas muito além da celebração, do lúdico, porque fazer festa dá trabalho, literalmente”, ressalta Cleidiana, ao destacar a proximidade com as festas juninas que estão chegando na Bahia e em outros estados do nordeste. “São negócios interligados: bebida, gastronomia, setor de hotelaria, viagens. Até quem foge da festa dá um lucro indireto, pois vai descansar em outros destinos e gera renda”.

Para a professora, portanto, o discurso de que festa é um “desperdício de dinheiro” não se adequa ao Brasil e muito menos à Bahia, que tem um ciclo ininterrupto durante o ano todo. “Saímos do Carnaval, passamos pela Semana Santa, Páscoa e agora iremos para o mês de junho e em seguida o ciclo da independência”, reforça Cleidiana.

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Difusão da cultura

A cachoeirense, formada em Comunicação pela Facom, realizou o mestrado em Estudos Étnicos e Africanos e o doutorado em Antropologia, ambos pela Universidade Federal da Bahia, no qual analisou questões da comunicação social em suas relações com memória, com registros imagéticos, e outras narrativas.

“A antropologia me auxiliou a analisar o jornalismo por outras perspectivas que vão muito além dos processos comunicacionais”, diz a professora visitante da Uneb, que garante o papel primordial dos comunicadores diante de um cenário de incertezas e fake news e a necessidade de se obter cada vez mais repertórios.

“Nós, da comunicação, temos um papel cada vez mais estratégico nesta era de epidemia da desinformação. Trabalhar com a tradução de tantas informações, seja no jornalismo, na publicidade, no cinema, na rádio, na TV. A produção cultural exige repertório e capacidade de analisar essas formas de difusão cada vez mais aceleradas”.

“O curso busca dar esse embasamento histórico e inserir as festas nesse lugar de interdisciplinaridade, ampliando o debate acerca desse elemento tão importante para a nossa cultura”, finaliza Cleidiana.

Trajetória de vida

Cleidiana Patrícia Costa Ramos, mais conhecida como Cleidiana Ramos, nasceu em Cachoeira, cidade do recôncavo baiano, em 6 de março de 1975.

Filha de Ana Costa Ramos e Pacífico Teixeira Ramos, cresceu em Iaçu, território do Piemonte do Paraguaçu, na Chapada Diamantina.

Em 1994, ingressou na Faculdade de Comunicação da UFBA para realizar o seu projeto de seguir carreira no jornalismo. No dia 1° de junho de 1998, foi contratada como repórter do jornal A TARDE.

No jornal, dentre outros projetos, participou dos chamados “Cadernos da Consciência Negra”, publicados anualmente no dia 20 de novembro.

No jornal, se especializou na cobertura de religião, eventos históricos e Carnaval. Com coberturas internacionais no currículo como a visita do papa Bento XVI ao Brasil e a Conferência de Combate ao Racismo do Japper, que resultou em um acordo bilateral entre os EUA e o Brasil, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Em outubro de 2020, Cleidiana começou a desenvolver o projeto A TARDE Memória, uma ação multimídia que consiste no desenvolvimento do conteúdo a partir do acervo do Centro de Documentação A TARDE (Cedoc A Tarde).

“Um acervo como o do Cedoc A TARDE, com coleções que analisei no mestrado e no doutorado, não guardam apenas registros, mas uma riqueza impressionante desta memória do cotidiano que é a matriz dos grandes fatos”, reflete a jornalista, que compreende os contextos por trás dessas histórias resgatadas ao longo dos anos como “dinâmicas das nossas relações sociais em aspectos muitas vezes repetidos ou esquecidos, mas que mostram as pistas da persistência de um conflito ou do desaparecimento”.

Curso: Festas e Religiosidades no Brasil: Memória, Encontros e Encruzilhadas / Datas: 20, 22, 27 e 29 de maio, das 19h às 21h30 / Formato: Online (Google Meet) / Investimento: R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia) / Inscrições: bit.ly/m/antropologiadafesta

*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.

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