Busca interna do iBahia
HOME > CULTURA

CELEBRAÇÃO

Didá celebra 32 anos de história e resistência no Pelourinho

Banda foi criada no Pelourinho em 1993

Edvaldo Sales
Por
Banda Didá foi criada no Pelourinho em 1993
Banda Didá foi criada no Pelourinho em 1993 - Foto: Lucas Guima | Divulgação

A Banda Didá celebrou, no sábado, 13, seus 32 anos de trajetória com um dia inteiro de atividades no Pelourinho, território onde o grupo foi criado em 1993 pelo mestre Neguinho do Samba. A programação reuniu alunas, integrantes, comunidade e público em geral em uma celebração marcada por formação, música, ancestralidade e ocupação do espaço público.

As atividades tiveram início pela manhã, com ações voltadas às alunas da Didá, reforçando o caráter educativo do projeto. À tarde, a programação foi aberta ao público, com apresentação da Banda Didá, participação do Projeto Sôdomô, além do tradicional caruru e do parabéns coletivo.

Tudo sobre Cultura em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Criada por Neguinho do Samba como a primeira banda afro-percussiva feminina do Brasil, a Didá nasceu com o propósito de garantir espaço e protagonismo para mulheres na percussão, área historicamente ocupada por homens nos blocos afro e bandas percussivas de Salvador. Ao longo de mais de três décadas, o projeto se consolidou também como associação cultural, com atuação contínua na formação e valorização da identidade negra.

Leia Também:

DIA DIAS CRIANÇAS

Banda Didá encerra Open Air Brasil com ação recreativa para crianças
Banda Didá encerra Open Air Brasil com ação recreativa para crianças imagem

DIA DA MULHER

Didá realiza ação de doção de alimentos no Dia Internacional da Mulher
Didá realiza ação de doção de alimentos no Dia Internacional da Mulher imagem

CARNAVAL 2025

Treta? Banda Didá denuncia assédio e invasão de membros das Muquiranas
Treta? Banda Didá denuncia assédio e invasão de membros das Muquiranas imagem

Atualmente, a direção da Banda Didá é conduzida por Débora Souza e Andréa Souza, filhas de Neguinho do Samba, assegurando a continuidade direta do legado do criador do samba-reggae. A condução musical da banda está sob responsabilidade das maestrinas Adriana Portela e Ivone de Jesus, enquanto os vocais são assinados por Jaciara Viana e Madá Gomes.

“Celebrar os 32 anos da Didá no Pelourinho, com as alunas, a comunidade e o público, reforça o sentido do projeto: formação, pertencimento e continuidade. A Didá segue viva porque é construída coletivamente por mulheres”, afirma Adriana Portela, maestrina da Banda Didá.

A celebração também reafirmou a ligação histórica da Didá com o Pelourinho e com a cultura negra de Salvador, em uma programação que ocupou o espaço público com música, encontro e memória. O refrão que embala o atual Carnaval da banda sintetizou o espírito do dia: “A Didá é mulher preta, livre, forte, pele bela.”

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

Banda Didá

Relacionadas

Mais lidas