TEATRO
Espetáculo desafia padrões sobre envelhecimento feminino em Salvador
Peça usa o humor para provocar reflexões sobre idade, comportamento e liberdade


Depois de passar pelo Teatro de Bolso Villas Boulevard, o espetáculo 79 não é 80 volta aos palcos de Salvador com duas apresentações ainda neste mês: no dia 26 de julho, no Teatro Boca de Brasa, em Cajazeiras, e em 31 de julho, no Teatro Molière.
A montagem aposta no humor para discutir temas como envelhecimento, padrões sociais e o espaço ocupado pela mulher idosa na sociedade.
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Com texto original de Alê Nereu e direção de Eddie Marques, a peça tem duração de 50 minutos e apresenta uma comédia de costumes inspirada na realidade de mulheres que cresceram sob as rígidas convenções da década de 1950.
Duas personagens que questionam limites impostos às mulheres
A história acompanha Osvaldina, interpretada por Alê Nereu, e Margherite, vivida por Lolayanner. As personagens foram educadas dentro dos padrões tradicionais da época e carregam marcas de uma formação baseada em regras, expectativas e comportamentos considerados adequados para as mulheres.
Ao longo da montagem, situações cômicas conduzem o público a refletir sobre como esses valores ainda influenciam a sociedade contemporânea, especialmente quando o assunto é o envelhecimento feminino.
Apesar de fazer referência a uma idade específica, 79 não é 80 não trata de um número literal. O título funciona como uma licença poética para provocar questionamentos sobre os limites impostos às mulheres ao longo da vida.
Entre as perguntas levantadas pelo espetáculo estão: "Qual é a idade de parar?", "Quando as pessoas devem congelar suas vidas?" e "Até que idade a mulher pode fazer isso ou aquilo?".
A proposta é que essas respostas surjam durante a própria experiência da plateia, por meio do humor e das reflexões despertadas pela narrativa.
Humor para provocar reflexão
Sem abandonar o tom leve, a peça utiliza a comédia para discutir comportamento, tradição e mudanças sociais.
Ao colocar em cena duas mulheres que desafiam expectativas construídas ao longo de décadas, o espetáculo também convida o público a refletir sobre o chamado lugar de fala da mulher idosa e os estereótipos relacionados ao envelhecimento.
Além do texto de Alê Nereu e da direção de Eddie Marques, a produção conta com figurino assinado por Odete Câmara.
Próximas apresentações em Salvador
- 26 de julho – Teatro Boca de Brasa (Cajazeiras)
- 31 de julho – Teatro Molière


