8ª EDIÇÃO
Evento de grafite reúne artistas e revitaliza rua em Salvador
Oitava edição do evento acontece em 11 de janeiro

Por Edvaldo Sales

A oitava edição do Feijão do Galvão, que consiste em um mutirão de cultura feito por artistas de rua que trabalham com grafite e representam a cena na Bahia, vai acontecer no dia 11 de janeiro na Rua Campomar, no bairro Jaguaribe, em Salvador.
A primeira edição do evento aconteceu em 2017. Depois, passou a ser realizado anualmente, houve uma pausa apenas na pandemia de Covid-19. O projeto envolve artistas, crianças — que podem se divertir no espaço kids e tem uma parte do muro apenas para elas — e familiares dos artistas.
"É um encontro de artistas de rua que celebram durante um dia e revitalizam o espaço urbano. É uma celebração que eu faço aos meus amigos e amigas que eu conquistei ao longo de 13 anos de arte urbana. Todos eles que participam são pessoas muito importantes na minha caminhada, que me transformaram naquilo que eu sou hoje, tanto como artista, como pessoa", destacou o artista Galvão, idealizador do projeto, ao Portal A TARDE.

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Segundo ele, tudo começou como um chá de fraldas quando a sua segunda filha nasceu, depois evoluiu para um “chá de tintas” e depois virou um mutirão. "Eu aproveito e convido alguns amigos que não são artistas, mas estão envolvidos no cenário cultural. Ou seja, acaba se tornando um encontro da sociedade civil", complementou.
Durante o Feijão do Galvão, cerca de 150 metros de muro são pintados e participam em torno de 40 artistas.

Uma das pessoas que participa do mutirão é Black Shock, artista do grafite de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que está envolvido com a arte desde 2017. “Participar do Feijão do Galvão anualmente para mim é importante porque me sinto incluído na cultura de grafite. Para a cidade, é importante porque está sempre surgindo novos grafites, fazendo a manutenção dessa arte, principalmente na capital baiana”, pontuou.

Para ele, a importância do Feijão do Galvão para a arte consiste na abertura da agenda de eventos em Salvador e região metropolitana, “como também é um momento de celebrar com os amigos”.
“Fazer grafite é como se fosse uma confraternização para início de ano. Esse evento é importante por isso, porque celebra a amizade, a família. É um evento que celebra o grafite e toda a sua trajetória”, ressaltou.
Luciana Mendes, produtora cultural e produtora do Bahia de Todas as Cores, um dos maiores eventos de grafite do Norte e Nordeste, também enalteceu o evento. “O Feijão do Galvão consegue reunir muita gente, são famílias, não é só os grafiteiros que participam. É um mutirão, mas também é um encontro de grandes amigos, onde a gente consegue interagir e conversar. Normalmente é o primeiro encontro presencial do nosso coletivo depois da virada”, disse.
A produtora finalizou: “É um momento muito gostoso de conviver. Esse é um encontro que muita gente fica na expectativa para acontecer. Muitas vezes vi pessoas de outras cidades, do interior, se deslocando para participar, pessoas de vários bairros. Esse é o intuito dos mutirões, fazer em prol de algo maior, trazer alegria, trazer cores para as ruas, independente de condição financeira”.
Confira fotos das outras edições do Feijão do Galvão:

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