CULTURA
Galeria em Salvador reúne duas exposições inéditas em agosto
Mostras exploram memória, fotografia e pintura a partir de 13 de agosto


A Paulo Darzé Galeria, no Corredor da Vitória, em Salvador, inaugura no dia 13 de agosto, às 20h, duas exposições inéditas que colocam a memória, a identidade e a transformação como eixos centrais.
As mostras "As Boas Recordações", da carioca Maria Fernanda Lucena, e "Sirènes", da artista sérvia Isidora Gajic, permanecem abertas ao público até 14 de setembro, com entrada gratuita.
Embora utilizem linguagens distintas, pintura e fotografia, as duas artistas propõem reflexões sobre o tempo, as lembranças e a construção de narrativas por meio da imagem.
As duas exposições poderão ser visitadas entre 13 de agosto e 14 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 9h às 13h, na Paulo Darzé Galeria, localizada no Corredor da Vitória, em Salvador. A entrada é gratuita.
Pinturas transformam lembranças em paisagens afetivas
Em "As Boas Recordações", Maria Fernanda Lucena apresenta duas séries inspiradas em fotografias, arquivos pessoais e histórias que atravessam diferentes gerações.
A artista utiliza a colagem como ponto de partida para criar retratos e paisagens marcados por memórias afetivas, misturando referências pessoais e elementos do cotidiano.
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Uma das séries, "Boneca de Papel", reúne personagens construídos a partir de fotografias em formato 3x4 combinadas a roupas e acessórios coloridos, em uma referência à formação da artista na área de moda.
Já a série "Intermédios" reúne paisagens que transitam entre lembranças pessoais e símbolos urbanos, incluindo referências a Salvador, como o Elevador Lacerda. As obras exploram pinceladas curtas e sobreposições de tempo e espaço, criando cenários que dialogam entre passado e presente.
Natural do Rio de Janeiro, Maria Fernanda Lucena iniciou sua trajetória nas artes visuais após estudar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Seu trabalho integra coleções do Museu de Arte do Rio (MAR), do Centro Cultural IBEU e de acervos particulares.
Fotografia ganha novos suportes em "Sirènes"

Na exposição "Sirènes", Isidora Gajic investiga os limites da fotografia ao combinar sobreposição de imagens, impressão em tecidos de seda e intervenções próximas à pintura.
A artista transforma fotografias em instalações suspensas que exploram transparência, movimento e luz, criando obras que se afastam da ideia tradicional da imagem fixa.
Segundo a apresentação da mostra, o processo envolve diferentes experimentações técnicas, nas quais parte das imagens não resiste às etapas de impressão, incorporando ao trabalho conceitos de permanência, fragilidade e transformação.
Nascida na Sérvia, Isidora Gajic vive atualmente no Brasil e desenvolve pesquisas sobre memória, feminilidade, mitologia e a relação entre corpo e natureza. Sua produção já foi exibida em países como França, Alemanha, Holanda, Sérvia e Letônia, além de integrar exposições no Brasil.


