"TEM PÚBLICO EM SALVADOR"
K-pop em Salvador: o que os fãs querem viver?
Grupo coreano WAY BETTER traz turnê mundial a Salvador e movimenta mundo do K-pop na Bahia

A noite desta terça-feira, 21, no Teatro Faresi, foi a realização de um sonho para diversos soteropolitanos. A passagem do grupo coreano WAY BETTER por Salvador deu ao público nordestino uma das raras aparições do gênero tão amado na Bahia, e deixou um gostinho de "quero mais" em cada pessoa que viveu a experiência.
Horas antes do início do show, fãs já ocupavam os arredores do teatro com camisetas personalizadas, cartazes, surpresas e celulares prontos. Mais do que expectativa, havia um sonho compartilhado, de finalmente ver de perto artistas que, por muito tempo, ficaram restritos ao eixo Rio-São Paulo.
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Justamente pela distância, para muitos fãs, a relação com a WAY BETTER começou de forma digital. "Eu conheci eles pelo Instagram, o feed mesmo, fui deslizando, achei eles, aí depois eu vi o anúncio da primeira turnê deles no Brasil, fiquei louca", contou Bruna, de 20 anos.
"Aí vim e conheci as músicas, conheci eles e amei eles. Foi perfeito ter conhecido eles. Já vim no ano passado, então vim esse ano de novo", disse, marcando presença em todos os shows da banda em Salvador.

Já Júlia, de 14 anos, chegou ao grupo por influência familiar e, após perder a primeira oportunidade, não deixou escapar a segunda: "Da primeira não deu pra mim vir, mas agora da segunda já estou aqui".
A presença do grupo na capital baiana é tratada pelos fãs como algo quase raro, e extremamente valorizado. A surpresa com a escolha da cidade aparece em diferentes falas: "Eu fiquei muito chocada, porque geralmente nenhum grupo vem assim".

"Principalmente aqui, que é um lugar muito pequeno e é muito difícil ver um grupo realmente famoso. Isso é uma abertura de porta muito grande… pra todos verem que tem público aqui em Salvador", afirmam as fãs.

O que o público quer ouvir?
Em meio ao mar de fãs da WAY BETTER, a vontade de viver o K-pop presencialmente é tão grande que se estende a outros grupos. Entre os nomes mais citados como favoritos aparecem gigantes do gênero, como BTS.
Vindo a São Paulo em outubro deste ano, o grupo fará três shows no Brasil, todos na mesma cidade e com ingressos esgotados em questão de minutos, tornando a experiência inacessível financeiramente para muitos.

Outras referências também surgem, como Stray Kids e Enhypen, todos distantes do Nordeste quando passam pelo Brasil.
Conexões que vêm de outros grupos
Esse intercâmbio entre grupos formou inclusive a base de fãs da WAY BETTER, que é um grupo formado por artistas que já fizeram parte de outros projetos musicais anteriores.
"Eu já conheci alguns membros de outros grupos… é uma conexão muito forte", contou uma fã. Outra destacou diretamente essa ponte: "O SEJUN era um dos meus 'best' do Victon. E aí através dele eu conheci o Way Better".

Há também quem tenha começado por um integrante específico: "Eu conheci o HELLO GLOOM primeiro… sou muito fã dele há um tempo. Os meninos eu conheci depois e já amo eles, são todos um grupo".
Emoção ao vivo
Assim, se a conexão já era grande na distância, a proximidade com os artistas elevou ainda mais a emoção. "Eu tô toda muito tremendo, eles passaram do meu lado, imagine quando eu estiver lá dentro", se emocionou Manoela, de 22 anos.

Ela, que conheceu o SEJUN ainda na época de outro grupo, resume o sentimento de muitos: "Vim mais pra ver ele, mas os outros também me apaixonei conforme fui conhecendo".
A surpresa com a presença do grupo em Salvador também chegou a Manoela, trazendo as melhores sensações possíveis. "Ninguém nunca vem… mas eles vieram, né? Aleluia, que venham mais", comemorou.

Na fila, a conversa sobre o setlist era inevitável, e algumas músicas se repetiam como favoritas, com destaque absoluto para "Mamacita", "Demons", "TV Star" e "119".
Salvador também é K-pop
Muito além do axé, do funk, da MPB, do sertanejo, do pagode e dos gêneros brasileiros, a Bahia e o Nordeste respiram música internacional, reunindo multidões de fãs de K-pop ainda que em uma única ocasião.


Como resumiu uma das fãs, olhando para o teatro prestes a abrir as portas e antecipando a animação de conhecer seus ídolos, "tudo que vem, eu pretendo ir". No fim das contas, o recado do público baiano é claro - o K-pop também é parte da cultura local, e precisa se fazer presente.

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