CULTURA
Margareth Menezes sobre a Rouanet: “Debate da ignorância, a gente não faz”
Ministra participou do o anúncio da maior repatriação de obras de arte do Brasil, realizado no Muncab

Presente no anúncio da maior repatriação de obras de arte do Brasil, reaizado no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador, na manhã desta seguda-feira, 26, a ministra Ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, defendeu a Lei Rouanet.
Em resposta ao Portal A TARDE, durante entrevista coletiva, a artista baiana afirmou que a medida, que completará 35 anos em 2026, é um patrimônio que garante os direitos culturais da população brasileira. Segundo ela, apesar das críticas, os resultados são evidentes.
"O debate pequeno, curto, da ignorância, esse debate a gente não faz. A gente entrega os dados e mostra a dimensão forte que existe da Lei Rouanet, que é uma conquista do setor cultural brasileiro", disparou.
Margareth declarou que, para o combate aos preconceitos referentes à medida, primeiramente é necessário entender que ela é uma lei, sendo assim legalizada após análises e congressos, e tendo passado por processos de aperfeiçoamento ao longo dos anos.
"A Lei Rouanet também não é 'dar dinheiro'. É um mecanismo que proporciona que o agente cultural possa ser patrocinado. E a análise fortalece essa legalização do projeto cultural em relação aos patrocinadores", defendeu.
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Pesquisas comprovam a eficácia da lei
Durante a coletiva, a ministra destacou o histórico da lei em relação à entrega e materialização da produção do setor cultural brasileiro. Ela afirmou que a medida é um mecanismo moderno e admirado internacionalmente.
Desta forma, foi implementada uma pesquisa à Fundação Getúlio Vargas, para comprovar o potencial da Lei Rouanet, em relação aos números de 2004.
Segundo Margareth, os números registrados foram:
- Incentivo fiscal: R$ 3 bilhões
- Ativação na economia: R$ 25 bilhões
- Retorno: R$ 3,9 bilhões;
- 89 milhões de pessoas tiveram relação com atividades culturais;
- 69 milhões de pessoas pagaram ingresso;
- 288 mil empregos foram gerados.
"Não há desperdício em fazer financiamento de cultura [...] É bom a gente falar para a gente tirar essas encrencas que ficam criando com a lei, com a desinformação, com a má fé do setor cultural brasileiro. E isso tem a ver com anos de perseguição do setor cultural na ditadura, e a gente, às vezes, fica sem aproveitar essa dinâmica com mais liberdade", concluiu.
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