GOVERNO FEDERAL
Margareth Menezes avalia investimentos com Carnaval: "Tendo que rever"
Ministra da Cultura esteve presente na entrega das chaves do Palacete Saldanha

Por Edvaldo Sales e Luiza Nascimento

Presente na entrega das chaves do Palacete Saldanha, localizada na Praça da Sé, em Salvador, que vai abrigar a nova unidade da Caixa Cultural, a ministra da Cultura, Margareth Menezes justificou, nesta sexta-feira, 16, os investimentos do Governo Federal no setor, sobretudo relacionados ao Carnaval.
Até o momento, não há valores concretos sobre a Bahia, no entanto, de acordo com nota divulgada nesta quinta-feira, 15, o Governo vai repassar R$ 12 milhões para as escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro.
"Na Bahia, que é uma das culturas que representam o Brasil internacionalmente numa potência imensa, a gente tem que dar também o retorno de apoio na proporção necessária e possível", pontuou.
Durante entrevista coletiva, a ministra explicou a destinação das quantias é oriunda da Lei Rouanet, que há 35 anos incentiva a cultura. A distribuição usa como base uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, com medidores internacionais, que avalia o impacto da economia criativa.
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"É uma visão que nós estamos tendo que rever isso, né? Fortalecer mais, porque o Carnaval tem uma atração brasileira, nacional e internacional. Então, nós estamos esse ano, investindo em várias ações, em blocos afros, em blocos de maracatu, escola de samba", explicou.
Segundo a baiana, os valores não contemplam exclusivamente os cantores, e sim fatores conjuntos. Como exemplo, ela defendeu que, em uma única apresentação, há diversas pessoas envolvidas.
"Para sair um trio elétrico aqui, e isso aí eu posso falar tranquilamente, são mais de 30, 40 pessoas empregadas numa ação dessa. O artista ali não apresenta uma coisa individual, é coletivo", garantiu.
Lei Aldir Blanc
O Ministério da Cultura sugere que todas as cidades brasileiras, através da política Aldir Blanc, tenha também o seu ativo cultural pois, a ação emprega pessoas e interfere ativamente nos municípios.
"A gente quer chegar mais e mais. Só que nós vimos de uma realidade que não havia Ministério da Cultura. Então, não havia nada, nenhum tipo de política pensada nesse sentido. Então, além de reconstruir o Ministério da Cultura, nós tivemos que repensar as políticas, recuperar algumas e agora nós estamos começando a colher", finalizou.
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