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Acelen avança na transição energética com solar e SAF

Bahia produzirá combustível sustentável de aviação (SAF)

Divo Araújo
Por Divo Araújo
| Atualizada em
Refinaria de Mataripe atinge 100% de eletricidade solar e mira biocombustíveis
Refinaria de Mataripe atinge 100% de eletricidade solar e mira biocombustíveis - Foto: Acelen | Divulgação

O projeto de produção de combustíveis sustentáveis a partir da macaúba é hoje uma das principais apostas da Acelen na Bahia. A empresa, controlada pelo Mubadala Capital e responsável pela gestão da Refinaria de Mataripe, conduz a iniciativa por meio da Acelen Renováveis, com foco na produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e diesel verde (HVO), dentro de uma estratégia de transição energética e diversificação do portfólio da companhia.

Segundo o vice-presidente de Relações Institucionais da empresa, Marcelo Lyra, a proposta tem escala inédita no país. “Estamos desenvolvendo o maior projeto de biocombustível do país para produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e diesel verde (HVO)”, afirma. A ideia é inserir a Bahia em uma cadeia global de combustíveis de baixa emissão, voltada especialmente a setores de difícil descarbonização, como a aviação e o transporte pesado.

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O projeto parte do uso da macaúba como matéria-prima, uma planta nativa brasileira com alta produtividade de óleo por hectare. A lógica é substituir insumos fósseis por uma cadeia agrícola e industrial integrada, que vai do cultivo em larga escala ao processamento industrial. “Vamos investir mais de US$ 3 bilhões em sua primeira planta integrada para produção de 1 bilhão de litros por ano de combustíveis renováveis, como SAF e HVO”, diz Lyra.

O plano prevê o plantio de 180 mil hectares de macaúba na Bahia e em Minas Gerais, com a conversão de pastagens degradadas em áreas produtivas. De acordo com a empresa, 20% dessa base agrícola será formada por parcerias com agricultura familiar e pequenos produtores.

O projeto já teve início com uma fazenda-modelo em Cachoeira e com a implantação do Centro de Inovação Tecnológica Agroindustrial (Acelen Agripark), em Montes Claros (MG), considerado o maior centro agroindustrial do mundo dedicado à macaúba.

O diretor-presidente da Bahiainvest, Paulo Guimarães, destaca o potencial da macaúba como diferencial tecnológico do projeto, por sua alta produtividade energética em comparação a outras culturas. Segundo ele, “a macaúba tem sete vezes mais energia do que a soja”.

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Energia Solar

A Acelen também vem ampliando investimentos em energia solar como parte de sua estratégia de transição energética. Um dos marcos foi o Acelen Solar Park I, no semiárido baiano, que passou a suprir 100% da demanda externa de energia elétrica da refinaria. “Inauguramos nosso primeiro ativo em energia solar, que supre 100% da demanda externa de energia elétrica da Refinaria de Mataripe”, afirma Lyra.

Segundo o executivo, o empreendimento foi viabilizado por uma estrutura de grande escala, com financiamento no âmbito federal. “Incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, o complexo reúne cerca de R$ 530 milhões em investimentos, dos quais R$ 418,5 milhões estruturados em project finance non-recourse em dólar, contratados junto ao BNDES”, diz.

Desde a aquisição da refinaria, a companhia afirma ter promovido mudanças estruturais no ativo. “Implementamos o maior programa de modernização da história da refinaria, com foco na segurança e automação, ampliando a confiabilidade, eficiência, capacidade e diversificação produtiva”, afirma Lyra, destacando ainda ganhos ambientais e operacionais.

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