ECONOMIA
Baiana faz nova revelação após história de velório do marido viralizar
Vídeo motivou mulheres a compartilhar experiências, segundo Kaline Macêdo


O relato da arquiteta e engenheira civil Kaline Macêdo sobre as traições que descobriu após a morte do companheiro continua repercutindo nas redes sociais. Após a viralização do vídeo, ela afirma ter recebido mensagens de mulheres que viveram histórias semelhantes.
Quando decidiu publicar o vídeo, em 14 de julho, Kaline esperava apenas dividir uma experiência que ainda tentava compreender. A história aconteceu em outubro do ano passado, em Salvador, mas só meses depois ela reuniu forças para falar publicamente sobre o assunto.
Em uma única plataforma, o relato ultrapassou 300 mil curtidas e passou a receber milhares de comentários. O que mais chamou a atenção da arquiteta, porém, não foram os números.
Foram as mensagens de mulheres dizendo que descobriram traições apenas depois da morte do parceiro, durante processos de separação ou após anos convivendo com relacionamentos marcados por controle, manipulação e mentiras.
"Eu não sabia que eram tantas que passaram pela mesma situação de descobrir que o companheiro de muitos anos tinha outros relacionamentos", contou em entrevista ao g1.
Comentários revelaram um padrão
Entre os relatos enviados, Kaline percebeu que muitas mulheres descreviam sentimentos parecidos: vergonha, culpa e dificuldade para falar sobre a traição. Segundo ela, esse silêncio acaba favorecendo quem mantém relacionamentos paralelos.
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"O que mais entendo é que nosso silêncio é muito útil para os homens. Conversando com outras mulheres, percebi que todas nós tínhamos exatamente o mesmo padrão de ficar quietas, de não ir atrás. Isso acaba sendo útil para quem quer enganar a gente."
Para a arquiteta, tornar sua história pública deixou de ser apenas um desabafo e passou a ser uma forma de alertar outras mulheres sobre comportamentos que, muitas vezes, são normalizados dentro das relações.
Ciúme excessivo escondia outra realidade
Kaline afirma que o companheiro demonstrava ciúmes constantes e exercia forte controle sobre sua rotina, comportamento que, durante muito tempo, interpretou como demonstração de cuidado. Com o passar dos anos, entretanto, ela começou a desejar o fim do relacionamento.
Segundo a arquiteta, durante cerca de três anos tentou encerrar a relação, mas encontrava resistência. "Eu estava exausta da relação, mas ele não permitia. Me seguia, ia atrás de mim, era um caos".
Ela diz que somente depois da morte conseguiu compreender que aquele comportamento também servia para esconder a vida dupla que ele mantinha.
Descoberta começou durante o velório
O companheiro de Kaline morreu aos 41 anos em um acidente de carro. Ela estava viajando pelo interior da Bahia quando recebeu a notícia e retornou a Salvador para participar do velório.
Enquanto a filha enfrentava o luto, a mãe percebeu uma situação incomum durante a cerimônia. Ao conversar com uma das mulheres presentes, descobriu que ela acreditava viver um relacionamento de três anos com o falecido.
Sem revelar a descoberta naquele momento, a mãe decidiu preservar Kaline, que estava emocionalmente abalada. Dias depois, novas mensagens começaram a chegar pelas redes sociais e confirmaram que não existia apenas um relacionamento paralelo.
Ao todo, o homem mantinha três relacionamentos simultâneos. Uma das mulheres vivia em outro estado e outra trabalhava como estagiária na empresa onde ele atuava. Segundo Kaline, todas acreditavam que ele já havia encerrado os demais relacionamentos.


