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Brasil vai congelar salário mínimo? Economista defende

"Espetacular para os pobres", afirma especialista ao falar sobre proposta

Redação
Por Redação
Especialista defende a não realização do aumento real do salário
Especialista defende a não realização do aumento real do salário - Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil

Economista e ex-presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga defendeu o congelamento do salário mínimo por seis anos no país. No entendimento dele, a medida deve reduzir os juros e gerar mais investimentos no Brasil.

A ideia de Fraga, portanto, é não realizar o aumento real, sendo assim, os vencimentos seriam apenas reajustados pela inflação do ano anterior.

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Isso porque, segundo o sócio-fundador da Gávea Investimentos, os gastos com folha de pagamentos e previdência no país chegam a 80% do orçamento.

Críticas

A proposta defendida por Fraga, contudo, é alvo de críticas por parte da sociedade após ter sido tornada pública em abril. Em resposta, ele defende que a ideia seria “espetacular para os pobres”, já que no médio e longo prazo deve reduzir os juros.

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Para o ex-chefe do BC, o Brasil deveria ter aprendido que “nas aventuras populistas, voluntaristas fiscais, deu tudo errado”, e mencionou o exemplo da crise econômica que ocorreu durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), nos anos de 2011 a 2016.

Outras propostas

Outra saída apresentada pelo economista diz respeito ao corte de gastos tributários. No entanto, Fraga diz acreditar que a alternativa encontraria mais dificuldades políticas de aprovação, por mexer com setores poderosos da sociedade, disse ao jornal O Globo.

Para elucidar a ideia, o economista cita regimes especiais do Imposto de Renda e subsídios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que podem chegar a 7% do PIB. O economista apoia a implementação de ambas as medidas em busca do equilíbrio fiscal.

Para o especialista, mesmo com os ajustes, o país precisa discutir uma reforma mais profunda em relação à previdência. O ajuste promovido pelo presidente da Argentina, Javier Milei, foi citado como um exemplo, embora tenha sido feito “de forma meio tosca”, segundo Fraga.

Sobre o orçamento para saúde e educação, que podem ser comprometidos pelas atuais regras do arcabouço fiscal, o economista diz que é contra reduções. Fraga afirmou que mexeria na previdência, nos gastos tributários, que geram grande impacto fiscal.

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armínio fraga brasil economia salário mínimo congelado

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