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ECONOMIA

Celular mais caro? Governo aumenta imposto de eletrônicos

Alta atinge mais de mil itens de tecnologia importados dos EUA e China

Iarla Queiroz

Por Iarla Queiroz

21/02/2026 - 16:30 h

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Nova taxação mira importados dos EUA e China
Nova taxação mira importados dos EUA e China -

Trocar de celular ou investir em equipamentos tecnológicos pode ficar mais caro no Brasil. O governo federal oficializou, no início deste mês, um aumento no imposto de importação que alcança mais de mil produtos — com peso significativo sobre itens de informática, telecomunicações e bens de capital.

Segundo informações divulgadas pelo G1, as alíquotas foram elevadas em até 7,2 pontos percentuais. A medida afeta tanto consumidores que compram smartphones importados quanto empresas que dependem de maquinário e componentes de alta tecnologia.

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Quais produtos entram na lista

A nova taxação atinge uma gama extensa de itens, incluindo:

  • Dispositivos de consumo: smartphones, painéis de LED/LCD e câmeras especializadas;
  • Componentes e periféricos: circuitos impressos montados, cartuchos de tinta e controladores de edição;
  • Equipamentos médicos e científicos: aparelhos de ressonância magnética, tomógrafos, centrífugas laboratoriais e dispositivos odontológicos;
  • Indústria 4.0: robôs industriais e máquinas de impressão automatizadas.

Na prática, o impacto vai além das vitrines: alcança também hospitais, centros de pesquisa e indústrias que utilizam tecnologia importada para manter suas operações.

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Por que o imposto subiu

De acordo com nota técnica do Ministério da Fazenda, a importação desses produtos cresceu mais de 33% desde 2022 e já representa quase metade do consumo nacional.

O governo argumenta que a dependência externa, especialmente de mercados como Estados Unidos (34,7%) e China (21,1%), pode fragilizar a cadeia produtiva brasileira. A estratégia busca equilibrar preços para fortalecer a indústria nacional e reduzir a vulnerabilidade tecnológica.

Alerta do setor produtivo

Especialistas em comércio exterior e representantes da indústria demonstram preocupação. O argumento central é que o parque industrial brasileiro ainda não tem capacidade plena para suprir a demanda por equipamentos de ponta.

Para o presidente do Fiorde Group, Mauro Lourenço Dias, aumentos abruptos nos custos podem comprometer investimentos e reduzir a competitividade do país no cenário internacional.

O que pode pesar no bolso

Embora o governo avalie que o impacto no IPCA seja indireto e gradual, o mercado já projeta possíveis reflexos em:

  • exames médicos, devido ao custo de manutenção de tomógrafos e ressonâncias;
  • TVs e eletrodomésticos que utilizam componentes importados;
  • serviços condominiais, como motores de portão e sistemas automatizados.

Para evitar paralisações em áreas essenciais, o governo estabeleceu prazo até 31 de março para que empresas solicitem redução temporária da alíquota para zero em casos específicos, com validade de até 120 dias.

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