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Condomínios ficam 25% mais caros e inadimplência cresce no Brasil

Aumento está diretamente ligado ao aumento das despesas fixas

Luiza Nascimento
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Imagem ilustrativa da imagem Condomínios ficam 25% mais caros e inadimplência cresce no Brasil
Foto: André Borges/Agência Brasília

Os condomínios brasileiros ficaram mais caros no Brasil nos últimos três anos. Segundo levantamento do Censo Condominial 2025/2026, feito com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Receita Federal e da plataforma uCondo, no período, a taxa condomininal saiu de R$ 413, em 2022, para R$ 516, em 2025, registrando um aumento de 24,9%.

O avanço está diretamente ligado ao aumento das despesas fixas dos condomínios, como manutenção, contratos de serviços, energia elétrica, água, folha de pagamento e adequações técnicas exigidas por normas legais e de segurança.

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No entanto, o crescimento da taxa condominial, não ocorre de forma isolada, e segue a inflação de serviços, a elevação do custo da mão de obra e a necessidade crescente de profissionalização da gestão condominial.

Inadimplência condominial

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Com o aumento do valor, a inadimplência superior a 30 dias também cresceu, chegando a 11,95%, o maior patamar do período analisado.

Após uma breve queda no segundo semestre de 2022, o índice passou a subir de forma consistente, com pequenas oscilações, até atingir o atual pico. Na prática, mais de um em cada 10 condôminos está em atraso.

Diante do aumento dos atrasos, o risco jurídico para o morador inadimplente é elevado, abrindo o caminho para penhora e até perda do imóvel, caso o débito não seja regularizado.

Com o Código de Processo Civil de 2015, o condomínio pode entrar diretamente na Justiça com uma ação de execução, sem passar pelo processo de conhecimento para a comprovação da dívida.

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