IBGE
Desemprego sobe a 6,1% e mais de 6,6 milhões buscam por trabalho
Esse é o menor nível já registrado para esse período do ano desde o início da série

A taxa de desemprego no primeiro trimestre deste ano ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse é o menor nível já registrado para esse período do ano desde o início da série, em 2012. Ao todo, 6,6 milhões estavam desocupadas no trimestre, uma alta de 19,6% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a mais 1,1 milhão de pessoas.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve queda de 13%, com 987 mil pessoas a menos nessa condição.
O número de ocupados somou 102 milhões no mesmo período, uma alta de 1,0% no trimestre, e 1,5% em relação ao ano anterior, maior que o contingente registrado no mesmo trimestre móvel de 2025.
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O número de ocupados não cresceu em nenhuma atividade, pelo contrário, todos os dez grupamentos pesquisados diminuíram o número de trabalhadores no primeiro trimestre.
Os destaques são:
- Comércio (1,5%, ou 287 mil pessoas a menos);
- Administração pública (2,3%, ou 439 mil pessoas a menos)
- Serviços domésticos (2,6%, ou 148 mil pessoas a menos).
Juntos, os setores perderam mais de 870 mil postos.
Frente ao trimestre de janeiro a março de 2025 houve aumentos em dois grupamentos:
- Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,2%, ou mais 406 mil pessoas)
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,8%, ou mais 860 mil pessoas). Houve redução somente no grupamento de Serviços domésticos (3,6%, ou menos 202 mil pessoas).
Rendimento médio mensal
O rendimento médio mensal real, frente ao trimestre móvel anterior, mostrou aumento em dois grupamentos de atividade: Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,0%, ou mais R$ 86) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou mais R$ 127). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
Frente ao trimestre de janeiro a março de 2025, houve altas no rendimento médio real de seis grupamentos: Construção (4,5%, ou mais R$ 124) Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,9%, ou mais R$ 113) Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (5,9%, ou mais R$ 291) Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (4,0%, ou mais R$ 198) Outros serviços (11,4%, ou mais R$ 320) e Serviços domésticos (4,9%, ou mais R$ 66). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
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