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Cartão, cheque especial e mais: veja como quitar dívidas no Desenrola

Nova fase do programa promete juros mais baixos, descontos altos e uso do FGTS

Iarla Queiroz
Por
| Atualizada em
Governo lança Desenrola 2.0 com novas regras
Governo lança Desenrola 2.0 com novas regras - Foto: Divulgação

O governo federal vai abrir uma nova chance para quem está endividado — mas com regras diferentes e mais amplas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o Desenrola 2.0, nova etapa do programa de renegociação de dívidas, que será lançada oficialmente na próxima segunda-feira, 4.

A proposta surge em meio ao avanço da inadimplência no país e traz mudanças que envolvem juros limitados, descontos elevados e até uso do FGTS para abater débitos.

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O que entra na renegociação

A nova rodada do programa amplia o tipo de dívidas que podem ser renegociadas.

Segundo o governo, será possível incluir débitos de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e também pendências do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

A ideia é atingir justamente as modalidades com juros mais altos, que acabam pressionando ainda mais o orçamento das famílias.

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Juros menores e descontos altos

Um dos principais atrativos do Desenrola 2.0 está nas condições oferecidas.

Os contratos renegociados terão juros limitados a até 1,99% ao mês. Além disso, os descontos podem variar entre 30% e 90% sobre o valor total da dívida.

Na prática, o governo tenta tornar a renegociação mais acessível e viável para quem já está com dificuldade de pagamento.

FGTS pode entrar na conta

Outra novidade é a possibilidade de usar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Os participantes poderão utilizar até 20% do saldo disponível para reduzir o valor das dívidas incluídas no programa.

Restrição para quem aposta

O pacote também traz uma medida voltada ao comportamento financeiro.

Quem aderir ao programa terá o CPF bloqueado por um ano em plataformas de apostas on-line, as chamadas bets. A intenção, segundo o governo, é evitar que o beneficiário renegocie dívidas enquanto continua acumulando perdas com apostas.

Como o programa deve funcionar

Antes mesmo do anúncio oficial, a equipe econômica já vinha desenhando a estrutura do Desenrola 2.0.

A proposta prevê o uso do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que funcionará como uma proteção parcial para os bancos em caso de inadimplência. Com isso, a expectativa é facilitar condições melhores de negociação, com juros mais baixos e descontos maiores.

Quem deve ser prioridade

A primeira fase do programa deve focar em pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos.

Também entram no recorte dívidas bancárias em atraso há mais de três meses, especialmente aquelas ligadas a crédito mais caro, como cartão e cheque especial.

Por outro lado, empréstimos imobiliários e consignados devem ficar de fora neste início.

Um cenário de endividamento crescente

O lançamento do programa acontece em um momento de pressão financeira para milhões de brasileiros.

Atualmente, o país soma cerca de 82,8 milhões de pessoas inadimplentes, enquanto o endividamento das famílias segue em níveis elevados, impulsionado por juros altos e uso frequente do crédito rotativo.

O que ainda falta definir

Apesar do anúncio, alguns pontos ainda dependem de regulamentação.

Entre eles estão regras sobre carência para começar a pagar, critérios detalhados de participação, condições para trabalhadores informais e a segurança jurídica da restrição às plataformas de apostas.

A expectativa do governo é que o programa comece a operar logo após o lançamento, com adesão aberta por um período limitado.

Nova fase, novas regras

O Desenrola 2.0 amplia o alcance da versão anterior e passa a incluir mecanismos mais robustos, como garantias públicas e novas exigências.

A estratégia busca reduzir a pressão financeira sobre famílias endividadas, em um cenário econômico desafiador e às vésperas do período pré-eleitoral.

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desenrola brasil economia FGTS

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