Busca interna do iBahia
HOME > ECONOMIA

GEOPOLÍTICA

Deyvid Bacelar analisa impacto da guerra nos preços dos combustíveis na Bahia

Em entrevista ao A TARDE Cast, Bacelar alerta que tensões no Oriente Médio encarecem combustíveis no estado

Rodrigo Tardio
Por
Deyvid Bacelar, traçou diagnóstico alarmante sobre como conflito entre Israel, EUA e Irã
Deyvid Bacelar, traçou diagnóstico alarmante sobre como conflito entre Israel, EUA e Irã - Foto: Eduardo Dias | Ag. A TARDE

O cenário de guerra no Oriente Médio não está distante do cotidiano do baiano. Em participação no podcast do Grupo A TARDE, o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, traçou um diagnóstico alarmante sobre como o conflito entre Israel, EUA e Irã reflete diretamente no preço da gasolina e do diesel na Bahia.

Petróleo como alvo

Bacelar foi enfático ao pontuar que o Irã, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, é o ponto central da instabilidade. De acordo com o líder sindical, o interesse das potências ocidentais em atacar o território iraniano passa, inevitavelmente, pelo controle das reservas de hidrocarbonetos.

Tudo sobre Economia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

"O intuito de atacar o Irã é justamente ter acesso a esse recurso", afirmou. Ele explicou que a guerra altera a Lei da Oferta e da Procura: com o risco de desabastecimento, a oferta cai, a demanda permanece alta e o preço do barril dispara — chegando a atingir a marca de 120 dólares nesta semana.

Leia Também:

TRANSPARÊNCIA

TCM encerra fase de defesa e pressiona prefeito de Entre Rios
TCM encerra fase de defesa e pressiona prefeito de Entre Rios imagem

EMBATE

Licitação de kits escolares em Tucano deixa Prefeitura na mira do TCM
Licitação de kits escolares em Tucano deixa Prefeitura na mira do TCM imagem

SANTO ESTEVÃO

Paciente denuncia aplicação de soro vencido em hospital na Bahia
Paciente denuncia aplicação de soro vencido em hospital na Bahia imagem

Reflexo na Bahia

A maior preocupação de Bacelar reside na forma como esse aumento internacional é importado para o Brasil, com efeitos severos na Bahia e no Norte do país. O coordenador explicou que a Acelen, empresa que administra a Refinaria de Mataripe, mantém o Preço de Paridade de Importação (PPI).

Diferente da Petrobras, que alterou a política de preços nacionalmente, a Acelen segue rigorosamente três variáveis para definir o valor nas refinarias:

  • valor do barril de petróleo no mercado global;
  • variação do dólar;
  • custos de importação.

Consequência nas bombas

Como o barril de petróleo subiu devido ao prolongamento dos conflitos, o repasse para o consumidor baiano torna-se automático. "Quanto mais a guerra se estende, maior é a repercussão negativa no cenário mundial", alertou Bacelar.

Para o coordenador da FUP, a dependência dessa paridade internacional deixa o estado vulnerável a crises externas, punindo o consumidor local mesmo o Brasil sendo um grande produtor de petróleo.

"A definição de preços da Acelen leva em conta o mercado internacional. Se o barril sobe lá fora, o preço sobe aqui na Bahia imediatamente." – Deyvid Bacelar, Coordenador-geral da FUP.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

combustíveis Oriente Médio Refinaria de Mataripe

Relacionadas

Mais lidas