ALÍVIO!
Diesel e gasolina caem pela primeira vez desde o início da guerra
Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, os preços dos barris de petróleo registram altas significativas, o que impacta no Brasil

Os preços médios do diesel, da gasolina e do gás de cozinha caíram pela primeira vez desde o início da guerra no Oriente Médio em fevereiro deste ano. As informações são de um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), publicado na sexta-feira, 10.
O preço da revenda do diesel, de acordo com a ANP, foi de R$ 4,43, na semana iniciada no dia 5 de abril, enquanto o preço da gasolina ficou em média R$ 6,77. Já o gás de cozinha, o GLP, registrou uma média de R$ 112,43.
Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, os preços dos barris de petróleo registram altas significativas, que já chegaram a acumular aumento acima de US$ 120. Apesar do alívio da revenda, os preços ainda continuam altos.
Os conflitos também refletiram nos preços no Brasil. Na semana anterior ao início do conflito, a gasolina era vendida a R$ 6,28 - o que significa que o produto acumula alta de 7,8% desde o início do conflito -, enquanto o diesel a R$ 6,03 - alta de 23%.
Em Salvador, por exemplo, o preço da gasolina chegou a acumular uma média de até R$ 6,99, chegando ao Top 10 do ranking nacional de combustíveis mais caros do Brasil.
Por que o combustível sobe tanto?
Gasolina, diesel e gás natural veicular são produtos cuja principal origem é o petróleo, daí a explicação do porquê esses combustíveis são tão sensíveis às variáveis do mercado de petróleo que já chegou a custar, em um único dia, quase US$ 120 o barril.
Especialistas explicam que o preço do petróleo direciona não somente o valores dos derivados da commodities, mas também o preço de outros derivados energéticos como o diesel, gasolina, óleo combustível.
"Isso é comum em períodos de conflitos ou de qualquer tipo de instabilidade que possa afetar a produção e demanda, é quase impossível a gente ver o preço de um produto derivado não ter o mesmo tipo de comportamento do que a commodity", explica Gabrielle Moreira - especialista em precificação de combustíveis da Argus.
A especialista em economia internacional Daniela Cardoso Pinto explica que toda essa turbulência do mercado internacional impacta diretamente o preço dos combustíveis importados. Ou seja, quanto mais caro o preço do barril do petróleo, mais caro será o repasse dessa diferença ao consumidor.
Daniela cita dois principais impactos econômicos que afetam os aumentos desses combustíveis nos postos de combustíveis:
- Inflação de custos;
- Variável do câmbio.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




