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Dinheiro dos anos 80 pode valer R$ 25 mil, R$ 20 mil e R$ 12 mil; veja como vender
Guardou notas antigas? Exemplares raros dos anos 80 podem valer milhares


Quem guardou dinheiro antigo em gavetas, caixas ou cofrinhos pode ter mais do que uma lembrança dos anos 1980 em casa. Cédulas que circularam antes da chegada do Real, algumas delas estampadas com personalidades como Machado de Assis, Juscelino Kubitschek e Carlos Drummond de Andrade, ainda despertam interesse no mercado de colecionadores.
As notas já não possuem valor monetário para compras, mas determinados exemplares podem alcançar cifras altas na numismática. O preço, no entanto, não depende apenas da idade da peça. Variante, numeração, série e estado de conservação são fundamentais para determinar quanto uma cédula pode valer.
Segundo informações da Gazeta de S. Paulo, entre os casos citados pelo catálogo CIS 2026 estão exemplares avaliados em até R$ 25 mil, R$ 20 mil e R$ 12 mil.
Estado de conservação influencia valor das notas
Além da raridade, as condições da cédula interferem diretamente na avaliação. De acordo com o Clube da Medalha do Brasil e o catálogo Cédulas do Brasil, as notas podem ser classificadas nas seguintes categorias:
- Flor de Estampa (FE): exemplar praticamente perfeito, sem dobras, manchas ou sinais de circulação.
- Soberba (SOB ou S): apresenta pequenos sinais de manuseio e pode ter uma dobra leve.
- Muito Bem Conservada (MBC): possui dobras e marcas de circulação, mas continua íntegra.
- Bem Conservada (BC): nota bastante circulada, com várias dobras, papel mais amolecido e possíveis manchas.
- Regular (R): apresenta desgaste acentuado, podendo ter rasgos, furos, manchas e cantos arredondados.
- Um Tanto Gasta (UTG): peça muito deteriorada, inclusive com grandes rasgos ou partes ausentes.
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Como é avaliada a conservação das moedas?
As moedas seguem uma classificação diferente, mas baseada na mesma lógica de preservação.
- Flor de Cunho (FC): não apresenta desgaste provocado pela circulação e mantém os detalhes originais.
- Soberba (SOB ou S): conserva aproximadamente 90% dos detalhes.
- Muito Bem Conservada (MBC): mantém cerca de 70% dos elementos originais.
- Bem Conservada (BC): preserva aproximadamente 50% dos detalhes.
- Regular (R): conserva cerca de 25% dos detalhes e apresenta desgaste intenso.
- Um Tanto Gasta (UTG): possui relevo quase apagado e identificação comprometida.
Nota de mil cruzeiros pode valer até R$ 25 mil

Uma das cédulas que se destaca entre as raridades é a nota de mil cruzeiros de 1983, que traz o Barão do Rio Branco. Uma variante identificada pelo código C162b pode chegar a R$ 25 mil, segundo o catálogo CIS 2026.
O exemplar possui estampa A e pertence às séries 1894 e 1896. Em estado soberbo, a referência de avaliação é de R$ 11 mil. Já uma peça classificada como Flor de Estampa pode alcançar os R$ 25 mil.
Outra peça que chama atenção é uma variante da nota de 100 cruzados de 1986, que traz Juscelino Kubitschek. O exemplar tem origem em um conjunto de apenas 60 cédulas de 100 mil cruzeiros que ficaram sem o carimbo de conversão.
A variante pertence à série 6015, possui o código C179b e pode alcançar R$ 20 mil quando classificada como Flor de Estampa.
A nota de 50 cruzados novos de 1989, com Carlos Drummond de Andrade, também possui uma versão considerada rara. Identificada pelo código C204b, a variante pertence à série 1665 e pode chegar a R$ 12 mil, conforme os valores de referência do catálogo. Uma peça em estado soberbo tem avaliação de R$ 3.500, enquanto um exemplar Flor de Estampa pode atingir R$ 12 mil.
Moeda de 200 cruzados novos aparece anunciada por até R$ 500
As cédulas não são as únicas peças antigas que podem interessar aos colecionadores. Em dezembro de 1989, durante o governo José Sarney, o Banco Central lançou uma moeda comemorativa pelo centenário da Proclamação da República.
Produzida em prata, a moeda de 200 cruzados novos possui 31 milímetros de diâmetro, pesa 13,47 gramas e recebeu acabamento especial do tipo proof, caracterizado pelo fundo espelhado e elementos em relevo fosqueado.
Segundo o Banco Central, foram produzidos apenas 30 mil exemplares. Atualmente, um exemplar é anunciado pela Numismática Vieira por R$ 500. Já a Numismática Juno oferece uma unidade com pátina por R$ 459.
O preço pode variar de acordo com o estado de conservação da moeda.


