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Em meio ao caso com Master, Nubank ganha aval para virar banco nos EUA

A licença bancária nacional permitirá que o Nubank opere sob uma estrutura federal, o que facilitará operações financeiras

Carla Melo

Por Carla Melo

30/01/2026 - 12:22 h | Atualizada em 30/01/2026 - 12:39

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A aprovação deve aumentar a presença operacional e oferta de produtos nos EUA
A aprovação deve aumentar a presença operacional e oferta de produtos nos EUA -

O Nubank, empresa de serviços financeiros digitais, recebeu na quinta-feira (29), um aval para virar banco nos Estados Unidos (EUA). A aprovação acontece em meio a uma investigação judicial para apurar relação entre instituições financeiras com o banco Master, acusada de fraudar carteiras de crédito em mais de R$ 11 bilhões.

A autorização inicial do Escritório do Controlador da Moeda (do inglês Office of the Comptroller of the Currency – OCC) deve aumentar a presença operacional e oferta de produtos da empresa nos Estados Unidos, assim como já são feitas também em países da América Latina e Central, como o Brasil, México e Colômbia.

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Caso totalmente aprovada, a licença bancária nacional permitirá que o Nubank opere sob uma estrutura federal, o que facilitará o lançamento de contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais.

“Esta aprovação não é apenas uma expansão da nossa operação; é uma oportunidade de provar nossa tese de que um modelo digital-first, centrado no cliente, é o futuro dos serviços financeiros globais. Embora continuemos totalmente focados em nossos mercados principais no Brasil, México e Colômbia, este passo nos permite construir a próxima geração bancária nos Estados Unidos”, disse em comunicado David Vélez, fundador e CEO da Nu Holdings.

Como funcionará

A organização nos EUA será liderada pela cofundadora Cristina Junqueira, que se mudou para o país para capitanear o desenvolvimento e o crescimento a longo prazo do banco. Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central do Brasil, atuará como Presidente do Conselho de Administração.

Agora, o Nubank organiza o cumprimento de condições específicas do OCC, além das aprovações necessárias da Corporação Federal Asseguradora de Depósitos (do inglês FDIC – Federal Deposit Insurance Corporation) e do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

A empresa tem até 12 meses para capitalizar a instituição e abrir o banco em até 18 meses, conforme exigido pelos reguladores. A startup apresentou pedido de obtenção de uma licença bancária nacional ao OCC em 30 de setembro de 2025.

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Além dos EUA, a empresa agora também foca na subsidiária Nu México, que aguarda a aprovação para o início das operações após receber autorização para se organizar como instituição bancária da Comisión Nacional Bancaria y de Valores (CNBV), em abril de 2025,

No Brasil, o Nubank opera como uma instituição financeira totalmente regulamentada desde 2016 e anunciou recentemente sua intenção de obter uma licença bancária plena em 2026.

Nubank entrou na mira da Justiça

Além da startup brasileira, a XP e o BTG Pactual entraram na mira de uma Ação Civil Pública da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e do Trabalhador, encaminhada ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), sobre a forma de comercialização de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master antes da liquidação extrajudicial da instituição.

A empresa teria adotado uma comunicação atribuindo plataformas de investimento, especialmente o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como principal argumento comercial na oferta dos títulos.

Em nota, o banco informou que encerrou a oferta de novos CDBs do Master em 2024 e ressaltou que não atua com assessores de investimento, garantindo que as decisões de aplicação são feitas de forma autônoma pelos clientes no aplicativo.

O MPRJ passa a analisar as alegações apresentadas e as manifestações das instituições envolvidas. Caso identifique indícios de irregularidades, órgão poderá instaurar um inquérito civil para apurar eventual falha no dever de informação ao consumidor.

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