ECONOMIA
Gigante da decoração anuncia fechamento de dezenas de lojas
Rede inicia reestruturação e encerra unidades em meio à mudança no consumo

Por Iarla Queiroz

O anúncio do fechamento de lojas físicas da Yankee Candle, uma das redes de decoração mais conhecidas da América do Norte, evidencia as mudanças profundas que vêm redesenhando o varejo. Pressionadas por custos elevados, avanço da digitalização e novos hábitos de consumo, grandes marcas têm sido forçadas a rever sua presença física, especialmente nos Estados Unidos e no Canadá.
Encerramento de unidades faz parte de reestruturação
Em janeiro, a empresa confirmou o fechamento de 20 lojas nos dois países como parte de um plano mais amplo de reorganização. A decisão envolve também cortes de empregos e uma revisão completa do modelo de negócios, impactando funcionários, fornecedores e consumidores que estavam habituados às lojas próprias da marca.
Embora essas unidades representem cerca de 1% das vendas totais, o encerramento reduz o acesso direto aos produtos. No Canadá, a situação é ainda mais simbólica: o fechamento da loja de Oshawa, em Ontário, após mais de 14 anos de operação, praticamente encerra a presença física direta da marca no país.
Consumo digital e custos pressionam operação
Conhecida pela forte atuação em shoppings, a Yankee Candle vem ajustando sua estratégia para acompanhar um consumidor cada vez mais conectado ao ambiente digital. O crescimento acelerado do comércio eletrônico, aliado ao aumento de despesas como aluguel, salários e energia, tornou a manutenção de lojas físicas menos sustentável.
De acordo com a controladora Newell Brands, a medida integra um programa global de produtividade voltado à eficiência operacional. Em um mercado altamente competitivo, a empresa opta por enxugar custos fixos e priorizar canais considerados mais rentáveis.
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Fatores econômicos e estratégia por trás da decisão
Além da migração do consumo para o ambiente on-line, o aumento contínuo dos custos operacionais nos Estados Unidos e no Canadá tem reduzido margens de lucro. Redes especializadas em nichos, como o de velas aromáticas e itens decorativos, enfrentam um cenário ainda mais desafiador.
A concorrência com grandes plataformas digitais, varejistas de massa e marcas artesanais fragmentou o mercado. Diante disso, a estratégia passa a priorizar parcerias com grandes redes, marketplaces e distribuidores regionais, mantendo a presença da marca sem o peso estrutural de lojas próprias.
Novo modelo sem tantas lojas físicas
A redução do número de unidades não significa a saída da Yankee Candle da região, mas uma mudança clara na forma de atuação. A empresa passa a apostar com mais força em lojas de departamento, supermercados, e-commerces especializados e grandes plataformas digitais.
Para sustentar esse movimento, a marca vem reorganizando processos internos e concentrando esforços em frentes consideradas mais eficientes, como:
- fortalecimento das vendas on-line por meio do site próprio e marketplaces;
- ampliação de parcerias com redes multimarcas;
- otimização da logística e dos centros de distribuição;
- ajuste do portfólio, priorizando produtos com maior giro e margem.
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